“Em momento algum da minha vida imaginei que teria a felicidade de assistir e participar, aos 92 anos, do Revezamento da Tocha Olímpica Rio 2016 no Brasil. Estou felicíssima. Eu era só sorriso, parecia uma mocinha desfilando”, conta Lídia Arantes, condutora da Tocha Olímpica pela Coca-Cola, em Piracanjuba, interior de Goiás.

A professora aposentada de História inscreveu-se na campanha #IssoÉOuro, da Coca-Cola Brasil, ação que selecionou 2,4 mil condutores da Tocha em todo o país. Os participantes enviaram foto, texto ou vídeo contando suas histórias. As melhores foram selecionadas por uma comissão julgadora. “Soube da campanha na Academia Piracanjubense de Letras e Artes, da qual participo, e resolvi escrever um texto sobre minha paixão pela poesia”, contou Lídia.

Professora de história aposentada, Lídia Arantes inscreveu-se na #IssoÉOuro, da Coca-Cola Brasil

Divulgação Coca-Cola Brasil

Poetisa desde a infância, Lídia descobriu a literatura aos 7 anos. Inspirada pelas poesias que o pai lia, perseguiu o sonho de ter um livro publicado. Conseguiu o feito aos 70 anos. Hoje já tem quatro obras lançadas e prepara mais uma para novembro.

Thiago Skaf, neto da condutora, conta que a avó treinou para carregar a Tocha Olímpica. “Ela queria estar fisicamente preparada. Treinava todo dia com algum objeto pesado. Nossa preocupação era ela suportar o peso, afinal, apesar de ativa, ela tem 92 anos. Mas ela foi bem, nem ficou cansada”.

Para a família, a cidade de Piracanjuba estava corretamente representada. “Minha avó é uma personalidade simbólica da cidade. Ela é um exemplo de vida e carrega em sua essência vários dos valores transmitidos pelos Jogos Olímpicos tais como inspiração, amizade, respeito, determinação e coragem”.

No dia de levar a chama olímpica, a professora aposentada teve ainda outra surpresa: conduziu a Tocha na avenida que leva o nome de seu pai, Antonio Batista Arantes. “Foi mais um presente, pois eu devo a ele o meu amor pela poesia e pela cultura”.

Inspirada pelo evento, Lídia escreveu três poemas sobre a Tocha Olímpica e não pretende parar. “Com quase um século de vida, depois de conduzir o símbolo dos Jogos, posso dizer que já realizei quase todos os meus sonhos. Agora vou continuar escrevendo e quero pintar um quadro da Tocha Olímpica”.