O sucesso de público dos Jogos Paralímpicos 2016 não deixa dúvidas: a população do Rio de Janeiro abraçou o movimento paralímpico. Mas como é a relação da cidade com as pessoas com deficiência? Como suas belezas tão celebradas podem ser apreciadas por quem não pode enxergá-las, por exemplo?

Isso nunca foi um problema para a psicóloga Carla Gomes da Rocha, de 36 anos. Com uma atrofia no nervo óptico desde que nasceu, ela nunca pôde ver o mar das muitas praias ou a imponência das montanhas que fazem do lugar uma paisagem sem igual. Mas, por meio da corrida, o contato com a natureza carioca se estreitou.

“Minha vida não para, viver a natureza para mim é essencial e, quando estou correndo, é o melhor momento”, diz ela, que passou a infância e a adolescência estudando no Instituto Benjamin Constant, na Urca, Zona Sul carioca, e hoje também é tradutora de livros em braille e guia do projeto Diálogos no Escuro. “Para mim, foi uma descoberta. Conheci coisas que não tinha na cidade do interior”, relembra Carla, que nasceu em Itaboraí e depois viveu com os pais em Guapimirim, no interior do Rio.

O próximo desafio dela é uma maratona. Na preparação para correr os 42,195 quilômetros, ela treina acompanhada de um guia — que pode ser um amigo ou um conhecido. “A sensação é de muito prazer e de liberdade. Posso sentir a areia nos meus pés, o vento, o calor do sol, o cantar dos pássaros, a liberdade”.

Neste vídeo, Carla mostra um pouco de sua rotina, de sua alegria de correr, da sua história de amor pelo Rio. Uma relação que não depende de aparências, mas, sim, de sentimentos.


 

O sucesso de público dos Jogos Paralímpicos 2016 não deixa dúvidas: a população do Rio de Janeiro abraçou o movimento paralímpico. Mas como é a relação da cidade com as pessoas com deficiência? Como suas belezas tão celebradas podem ser apreciadas por quem não pode enxergá-las, por exemplo? Isso nunca foi um problema para Carla Gomes da Rocha, de 36 anos. Com uma atrofia no nervo óptico desde que nasceu, ela nunca pôde ver o mar das muitas praias ou a imponência das montanhas que fazem do lugar uma paisagem sem igual.  Mas, por meio da corrida, o contato com a natureza carioca se estreitou.

“Minha vida não para, viver a natureza para mim é essencial e, quando estou correndo, é o melhor momento”, diz a psicóloga, que passou a infância e a adolescência estudando no Instituto Benjamin Constant, na Urca, Zona Sul carioca. “Para mim, foi uma descoberta. Conheci coisas que não tinha na cidade do interior”, relembra ela, que nasceu em Itaboraí e depois viveu com os pais em Guapimirim, no interior do Rio.

O próximo desafio de Carla é uma maratona. Para se preparar para correr os  42,195km, ela treina acompanhada de um guia – que pode ser um amigo ou um conhecido. “A sensação é de muito prazer e de liberdade. Posso sentir a areia nos meus pés, o vento, o calor do sol, o cantar dos pássaros, a liberdade”.

Neste vídeo, Carla mostra um pouco de sua rotina, de sua alegria de correr, da sua história de amor pelo Rio. Uma relação que não depende de aparências, mas, sim, de sentimentos.