Não há recurso mais precioso para a vida humana e para a saúde dos ecossistemas e economias globais do que a água. Cientes dos desafios globais e regionais que a sociedade e a indústria vêm enfrentando, assumimos o compromisso de realizar uma gestão eficiente dos recursos hídricos, nos processos fabris e ao longo da cadeia produtiva, ao mesmo tempo em que contribuímos para uma maior oferta de água para o País.

Projeto piloto do Água+ Acesso,  na comunidade de Coqueiros (CE)
Projeto piloto do Água+ Acesso, na comunidade de Coqueiros (CE)

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Reconhecido como um direito humano, segundo as Nações Unidas, o acesso à água potável e ao saneamento são condições essenciais para a realização de todos os outros direitos. Como uma empresa de bebidas, sabemos da natureza indispensável da água no avanço saudável de ecossistemas, comunidades, negócios e agricultura.

No último ano, avançamos com nossa agenda de compromissos em relação à gestão desse recurso nos processos produtivos e na cadeia de valor. Reformulamos nossa estratégia de ação em uma nova plataforma chamada Água+, que reflete a nossa perspectiva de impacto positivo, indo além das estratégias de mitigação e neutralização. O objetivo é retornar para o meio ambiente e para as comunidades uma quantidade de água maior do que a utilizada nos processos produtivos. A nova plataforma consolida nossa atuação a partir de três eixos: Água + Eficiência, Água + Disponibilidade e Água + Acesso; descritas a seguir.

Água + Eficiência

Para obtermos uma gestão cada vez mais eficiente dos recursos hídricos em nossos processos produtivos, direcionamos nesse pilar todas as iniciativas de redução de consumo e reutilização de água. Nossos esforços em garantir a segurança hídrica para as comunidades e para o nosso negócio têm se mostrado efetivos. Estabelecemos como meta até 2020, alcançar o volume de 1,68 litro de água utilizada por litro de bebida produzida. Em 2016, chegamos ao índice de 1,78L/L, queda de 2,5%, em comparação a 2015. Desde 2001, quando foi iniciado esse monitoramento, a redução já chegou a quase 30%, como demonstrado no gráfico abaixo.

Água na nossa produção

Os resultados conquistados decorrem do empenho dos fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil na gestão de recursos hídricos. O programa Top 10 de eficiência e reuso de água é uma diretriz da The Coca-Cola Company que tem contribuído para essa evolução.

Com o total de 20 iniciativas (11 de eficiência e nove de reuso), são apresentadas diversas medidas de baixo custo e rápida implementação, que oferecem ganhos de produtividade e ambientais. Exemplos são a elaboração de balanços hídricos, para identificação de oportunidades de melhoria; detecção de vazamentos; otimização do enxágue das embalagens, entre outras ações.

As inovações nas linhas de produção, com a modernização de equipamentos também trazem benefícios importantes. A fábrica da Andina, em Jacarepaguá (RJ), conseguiu com a aquisição de uma nova lavadora reduzir o consumo de água de 0,85 litro por garrafa, para 0,22 litro. Essa diferença representou uma economia anual de 2% no total de água consumida na fábrica, trazendo ganhos ambientais (redução de 23 milhões litros/ano) e financeiros (economia de R$590 mil/ano).

Em 2016, o total de água captada para utilização em nossas operações foi de 16,6 bilhões (1) de litros, redução de 12% em relação a 2015. Essa diminuição é reflexo da queda no volume de produção e dos avanços de eficiência na gestão do recurso nas operações. Entre as fontes de abastecimento, nossa principal captação vem de águas subterrâneas (44%), seguida pelo sistema municipal (40%).

(1) As informações reportadas para o indicador não contemplam as unidades: Coca-Cola Brasil (sede), fábrica de concentrados e laboratórios

Reservatórios de água de reuso e captação de água de chuva no centro de distribuição da Coca-Cola Andina
Reservatórios de água de reuso e captação de água de chuva no centro de distribuição da Coca-Cola Andina

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Descarte de efluentes

Gerenciamos nossos efluentes de acordo com as legislações federal, estadual e municipal e os requisitos estabelecidos pela The Coca-Cola Company que, em geral, são ainda mais restritivos. O correto descarte é fundamental para evitar impactos ambientais, sobretudo a contaminação de ecossistemas aquáticos. 


Desde 2012, nossa geração de efluentes vem apresentando índices menores, alcançando o percentual de redução de 35,4%. As principais razões que justificam a melhoria do indicador são as iniciativas de eficiência hídrica e a evolução dos processos produtivos. Além disso, a partir de 2015, com a implantação do Top 10 de eficiência e reuso de água, várias medidas foram adotadas pelos fabricantes. Assim, em 2016, o volume de efluentes gerado foi de 6,1 bilhões de litros, mantendo a tendência de queda do indicador, com redução de 8,5% em comparação ao ano anterior. Também contribuem para essa redução o fechamento das fábricas Americana (SP), Cariacica (ES) e Porto Real (RJ).

Nossos principais focos de atuação, no último ano, foram nas fábricas que lançam efluente no corpo receptor (2) e na redução de valores de concentração de carga orgânica. Cabe ressaltar que entre os parâmetros disponíveis para análise da qualidade dos efluentes utilizamos a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) em mg/l. Em 2016, a DBO foi de 44,12, com redução de 4,1%.

(2) Corpo hídrico superficial que recebe o lançamento de um efluente

Gráficos de efluentes

Água + Disponibilidade

Sob esse pilar estão todas as iniciativas e projetos que permitem a reposição de água ao meio ambiente. Em 2016, O Sistema Coca-Cola Brasil devolveu à natureza o dobro do volume de água utilizado em seu processo produtivo. Esse êxito foi alcançado por meio de programas de reflorestamento e conservação de bacias hidrográficas, e de eficiência e reuso nas fábricas.

Como a Coca-Cola Brasil devolve o dobro da água que utiliza?

  • Isso só é possível graças à combinação da maior eficiência da gestão da água nas fábricas e do desenvolvimento de programas de geração e retenção de água em bacias hidrográficas.
  • Nos últimos anos, reforçamos nossos investimentos na modernização das linhas de produção para aproveitamento de água, na reutilização do enxágue nas lavadoras de embalagens e no reuso dos descartes nas estações de tratamento de efluentes. Essas e outras medidas vêm possibilitando a diminuição do volume de água utilizado. Trabalho consistente e de longo prazo, que obteve sucesso ao reduzir em 30% o volume de água necessário para produção de um litro de bebida em nossas fábricas, desde 2001.
  • Fora dos muros de nossas fábricas, implementamos programas socioambientais de geração e retenção de água em bacias hidrográficas por meio do reflorestamento e da conservação, que já atingem mais de 103 mil hectares nos estados do Amazonas (bacia amazônica), em parceria com a Fundação Amazonas Sustentável (FAS), e nos estados de São Paulo (bacias do PCJ e Alto Tietê), Minas Gerais (bacia do Rio das Velhas) e Espírito Santo (bacia do Rio Doce), em parceria com a The Nature Conservancy (TNC). A análise dos dados e os cálculos foram feitos pela Limnotech (Michigan, EUA), consultoria internacional especializada em temas ambientais, auditados pela consultoria Deloitte e com suporte da Global Environment&Technology Foundation. Para mais detalhes acesse o relatório publicado no site da The Coca-Cola Company.

Proteção às fontes de água

Em um cenário global de escassez hídrica, que pode ser agravada pelas mudanças climáticas, é fundamental mitigar os riscos por meio de avaliações de vulnerabilidades das fontes de água.

Para progredirmos nesse aspecto, intensificamos nosso programa de proteção de fontes e os estudos de vulnerabilidade, que identificam, por meio de critérios de priorização, onde o risco de escassez é maior, tanto regional quanto local. São considerados como parâmetros o custo da água, o risco hídrico e o desempenho da fábrica quanto ao consumo.

Área de proteção ambiental no Espírito Santo, parte do Programa Coalizão Cidades pela Água
Área de proteção ambiental no Espírito Santo, parte do Programa Coalizão Cidades pela Água

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A partir dos diagnósticos levantados, é possível direcionar as ações, observando não só o aspecto econômico de sustentabilidade do negócio, mas também identificando as principais partes interessadas, os possíveis impactos e as medidas de prevenção a serem adotadas. Além disso, as iniciativas desenvolvidas no âmbito dos programas de restauração e conservação de bacias hidrográficas estão integradas a esses estudos.

Preservação das bacias hidrográficas

A Bacia Amazônica tem expressiva relevância para o balanço hídrico do País. Desde 2009, apoiamos o Programa Bolsa Floresta, desenvolvido pela Fundação Amazonas Sustentável. Com 40 mil beneficiários, em 15 comunidades ribeirinhas, o programa reduziu em 75% o desmatamento das áreas mapeadas, com a garantia de renda para os participantes. A manutenção da “floresta em pé” é primordial para a geração e retenção de água na região.

No Sudeste, participamos da Coalizão Cidades pela Água, uma iniciativa da The Nature Conservancy (TNC) para restaurar e conservar matas ciliares de rios e nascentes que abastecem mais de 60 milhões de brasileiros, em 12 regiões metropolitanas. O projeto prevê ações nos estados de São Paulo (bacias do Alto Tietê e dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Minas Gerais (bacia do Rio das Velhas) e Espírito Santo (bacia do Rio Doce).

O modelo de atuação da TNC possibilita o desenvolvimento de ações estruturantes de longo prazo, denominadas Infraestrutura Verde. O programa identifica quem são os proprietários dos pontos de geração e retenção de água nas bacias, realiza o processo de regularização fundiária, a inserção da área no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e estabelece as árvores que deverão ser plantadas ou preservadas. Todo esse mapeamento é feito em parceria com secretarias de governo e comitês de bacias hidrográficas.

Para 2017, estamos ampliando nossas iniciativas para a região Nordeste, que tem apresentado forte escassez hídrica. Por meio do programa Fábrica de Floresta, apoiaremos a plantação de mudas na bacia do rio São Francisco.

Projetos de reposição de água apoiados pelo Sistema Coca-Cola Brasil
Projetos de reposição de água apoiados pelo Sistema Coca-Cola Brasil

Parcerias que somam

Três das maiores companhias de bebidas do mundo, a Coca-Cola Brasil, a Ambev e a Pepsico se uniram no Programa Coalizão Cidades pela Água, que também conta com empresas de diversos setores. O objetivo da parceria é potencializar as ações para a proteção de nascentes na bacia do PCJ, que reúne os rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. Responsáveis pelo abastecimento de represas essenciais para a população do interior de São Paulo e da região metropolitana da capital paulista, os rios cruzam uma área populacional de mais de 5 milhões de pessoas.

Entre as medidas apoiadas pelas empresas, destacam-se a restauração de florestas e solos em áreas de mananciais, o apoio a políticas públicas para a recuperação florestal e o engajamento do produtor rural na preservação das fontes de água. O trabalho começará pela restauração de áreas-chave para a saúde dos mananciais, em propriedades rurais de Jundiaí (SP), em uma ação que beneficiará, no médio prazo, os mais de 350 mil habitantes do município.

Cadeia de valor

Como um grande consumidor de insumos agrícolas, temos também um importante papel na colaboração da segurança hídrica na agricultura. Além de ser um setor intensivo no uso de água, estima-se que do total consumido no planeta, 70% são para fins agrícolas (3), é altamente vulnerável às questões climáticas.

Dos insumos que utilizamos, a cana-de-açúcar, proveniente das usinas do estado de São Paulo, tem sua irrigação por meio do ciclo natural das chuvas. Já algumas fazendas localizadas na zona da mata, na região Nordeste, utilizam processos de irrigação. Em nossa cadeia de frutas, 15% das culturas são irrigadas e 85% produzidas em áreas com regime pluviométrico suficiente para o seu desenvolvimento.

Esse contexto contribui para uma maior vulnerabilidade na produção, sobretudo por causa das mudanças no clima. Um exemplo, é a estiagem que atinge o Espírito Santo nos últimos anos que vem trazendo perdas de culturas antes abundantes, como o maracujá. Para ajudar a reverter essa situação, a Coca-Cola Brasil, em parceria com a Leão Alimentos e Bebidas, o governo do estado e o comitê de bacias do Rio Doce, desenvolveu um projeto piloto de infraestrutura verde.

Como parte da nossa estratégia Água + Disponibilidade, foram mapeados 51 agricultores que eram nossos fornecedores e deixaram de produzir o maracujá por causa da escassez hídrica. A ideia é promover a recuperação florestal de cerca de 150 hectares, da região norte do estado, com foco na produção de água. A partir do engajamento desses produtores, uma vez que a adesão é voluntária, será feito um diagnóstico das áreas com potencial de geração de água. Aqueles que aderirem ao programa receberão recursos para realizarem o reflorestamento. Com esse projeto, conseguiremos gerar mais renda para o produtor rural, recuperar a cadeia produtiva e restabelecer nossa parceria de fornecimento de frutas.

É nosso objetivo, incentivar também a promoção do uso eficiente do recurso nos processos agrícolas. Procuramos influenciar nossa cadeia produtiva por meio de políticas, certificações, projetos e inovações tecnológicas. A certificação Bonsucro, aplicada nas usinas de cana-de-açúcar que fornecem para a Coca-Cola Brasil, tem contribuído de forma positiva para isso (leia mais no capítulo "agricultura sustentável").

Medidores Agrosmart, instalados no plantio de goiaba, em Colatina (ES)
Medidores Agrosmart, instalados no plantio de goiaba, em Colatina (ES)

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No campo da inovação, iniciaremos em 2017 um projeto em conjunto com a startup Agrosmart, vencedora da 30 edição do Coca-Cola Open Up Água. A iniciativa visa aumentar o nível técnico e a capacitação de pequenos produtores de fruta, possibilitando o monitoramento inteligente do consumo de água nas plantações, aumentando a eficiência hídrica e o ganho de produtividade. Por meio de um aplicativo online, conectado a sensores de medição de mais de dez variáveis, o agricultor tem acesso, em tempo real, a informações relevantes para a irrigação, podendo obter uma economia de 30% de água e ampliar sua produtividade em 10%. O objetivo é encontrar um modelo replicável para os demais produtores que compõem a cadeia de fornecedores de frutas de Del Valle.

Acreditamos que a sustentabilidade de um negócio está cada vez mais associada ao sucesso de sua cadeia produtiva. Somos todos parte de uma grande rede. A construção de relações ganha-ganha é o caminho para criarmos valor compartilhado.

(3) Fonte: World Water Vision.

Veja um exemplo: programa Atlantis

Para promover o uso responsável da água em seu ciclo produtivo, a Leão Alimentos e Bebidas criou o Programa Atlantis. Entre seus objetivos destacam-se: eliminar riscos de disponibilidade hídrica; atingir metas de eficiência, de reutilização de efluente e de custos da gestão da água, além de tornar a Leão, no setor de bebidas não alcoólicas, uma referência nacional.

O programa, dividido em três macroprocessos, aplica-se a todos os projetos, atividades e iniciativas da Leão. As principais frentes de ação são:

  • Disponibilidade — Assegurar o planejamento e a infraestrutura adequados sobre a gestão dos recursos hídricos (disponibilidade, uso e descarte), para atender a demanda hídrica da empresa no curto, médio e longo prazo. 
  • Utilização — Gerir os processos de captação, tratamento, proteção de fontes e uso dos recursos hídricos nas unidades fabris, visando o atendimento dos objetivos do programa.
  • Destinação — Assegurar a destinação mais eficiente dos resíduos líquidos industriais. 

Em execução desde maio de 2014, o programa Atlantis já vem apresentando importantes resultados. Na fábrica de Linhares, por exemplo, cerca de 20% do efluente gerado passa por equipamentos de osmose reversa e retorna para o processo produtivo, sendo reaproveitado onde a água não têm contato direto com os produtos, como caldeiras e torres de resfriamento. Utilizando a avançada tecnologia de Osmose Reversa, a fábrica foi a primeira do Sistema Coca-Cola Brasil a adotar esse processo de reuso, reduzindo, assim, sua captação de água potável e o custo de destinação externa de efluentes.

Outros ganhos relevantes foram o aumento em 12% da eficiência hídrica dos processos produtivos, a eliminação de paradas nas fábricas devido à indisponibilidade de água e a otimização de CIP (Clean in Place), com redução no consumo de água e produtos de limpeza. Além disso, o programa atua na minimização dos impactos ambientais, decorrentes do processo produtivo, e na otimização dos processos de licenciamento ambiental.

Água + Acesso

Segundo dados do Instituto Trata Brasil, existem no Brasil 35 milhões de pessoas sem acesso ao serviço de água tratada. Para atuarmos em prol da mudança desse cenário, promovemos, por meio do Instituto Coca-Cola Brasil, uma aliança estratégica de diferentes atores para ampliar o acesso à água em comunidades em situação de vulnerabilidade. 

Pilares estratégicos

  • Integrar: Integração e fortalecimento de uma aliança intersetorial com o objetivo de alavancar impacto por meio de expertises complementares e investimentos coordenados. A rede visa crescer a cada ano, tanto em número de membros como em alcance territorial e populacional. 
  • Inovar: Seleção e implementação de novas tecnologias para acesso à água potável com o objetivo de encontrar soluções escaláveis e autossustentáveis. Para encontrar inovadores e fomentar esse ecossistema, será lançado um edital anual da aliança que terá um Conselho para avaliação e triagem de soluções. As iniciativas vencedoras serão testadas por meio de pilotos, e as soluções mais efetivas em campo serão impulsionadas pela própria rede. 
  • Impulsionar: Replicar e escalar as melhores soluções testadas em campo por meio da rede de organizações integrantes do Água+ e promover o compartilhamento de melhores práticas e aprendizados entre elas. 
  • Influenciar: Sistematizar e disseminar boas práticas, soluções e modelos para além da aliança por meio de publicações, conteúdo, eventos, diálogos e metodologias, contribuindo com a formação de melhores políticas públicas e programas relacionados.

Pela primeira vez, algumas das principais organizações do País, que trabalham para ampliar o acesso à água potável em comunidades de baixa renda, estão unidas em uma aliança. Essa coalizão foi criada tanto para testar e escalar soluções inovadoras, quanto para cooperar no aprimoramento e na disseminação de modelos autossustentáveis de gestão comunitária de água.

A Aliança Água+Acesso congrega fundações, ONGs, empresas e instituições públicas que já atendem mais de 600 mil pessoas. Juntas, passam a somar e combinar conhecimentos, recursos e relacionamentos, que potencializarão ações e investimentos em torno de modelos viáveis economicamente e possíveis de serem replicados, para diminuir o déficit de pessoas sem acesso à água potável no Brasil.

Projeto piloto do Água + Acesso, na comunidade de Coqueiros (CE)
Projeto piloto do Água + Acesso, na comunidade de Coqueiros (CE).

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Até 2020, serão investidos mais de R$ 20 milhões em inovação para o acesso à água pela Coca-Cola Brasil e pelo Banco do Nordeste. Novos parceiros estão sendo mobilizados para aderir e contribuir de modo que o acesso à água potável seja viabilizado, de forma segura e sustentável, em todo o País, com foco nas regiões Norte e Nordeste. 

Foto: Pedro Viana

“As duas primeiras décadas do século XXI ficarão marcadas por uma tomada de consciência em relação à escassez hídrica. Com o aumento em intensidade e frequência das crises hídricas por todo o planeta, grandes usuários terão papel estratégico na construção de soluções para garantir que todos tenham acesso à água.

As indústrias de uso intensivo em água são historicamente conhecidas como ʽvilõesʼ por seus impactos negativos de poluição e degradação das fontes de água. Nos últimos anos, no entanto, são visíveis os esforços de parte do setor para se tornar protagonista em inovação tecnológica, com o reuso e a economia de água. As empresas têm assumido a responsabilidade de diminuir sua pegada hídrica e, também, de buscar uma série de inovações, que podem ser replicadas para outros setores.

O Brasil tem importantes desafios em relação à água, entre eles o saneamento - um direito humano reconhecido pela ONU e componente estratégico e fundamental para garantir a resiliência urbana em um contexto de mudanças climáticas. Estamos muito atrasados frente a grandes cidades do mundo. Uma concepção mais moderna - já nem tão moderna para a indústria - é o paradigma mais circular: reutilizar, melhorar eficiência e retirar menos água da natureza. A água será um grande desafio no futuro Projeto piloto do Água+ Acesso, próximo, e sem uma boa gestão, não haverá água para todos”