Todas as embalagens de água mineral Crystal parecem iguais, certo? Em uma olhada rápida, além do tamanho da garrafa, o consumidor pode pensar que apenas o rótulo com fundo azul ou verde diferencia a versão com ou sem gás. Mas, se olhar melhor, ele verá o nome da fonte, logo na frente do rótulo. E cada embalagem pode conter água de uma fonte diferente. Pode haver águas com e sem gás da mesma fonte, assim como águas sem gás de diferentes fontes.

A água engarrafada pela Coca-Cola Brasil vem de diversas fontes minerais espalhadas pelo país, sempre identificadas no rótulo. No Rio de Janeiro, por exemplo, há água sem gás proveniente da Fonte Ycuara, em Mogi das Cruzes (SP) e com gás da fonte José Gregório, em Bauru (SP). Mas os dois tipos de água poderiam ser da mesma fonte, porque a água com gás Crystal é gaseificada artificialmente, ou seja, o gás carbônico é adicionado durante o processo de envase em uma das fábricas da empresa.

Complicado? Nem tanto. Às vezes surgem dúvidas por aí, principalmente sobre aqueles números que aparecem nos rótulos. Veja só:

Cada fonte tem uma composição diferente. Os minerais da água variam de acordo com características ambientais, como solo e profundidade do lençol freático. Eduardo Nascimento Silva, gerente de Assuntos Regulatórios da Coca-Cola Brasil, explica que, apesar de as fontes terem composições químicas diversas, a diferença de sabor é mínima: “Toda água comercializada no Brasil tem sua composição detalhada no rótulo. Esta variação não afeta a qualidade, ainda que paladares mais apurados possam perceber uma ligeira diferença de gosto. Nenhum mineral tem presença significativa”.

Uma água, então, pode ter quantidade de sódio maior do que outra. Mas, ainda assim, terá um número muito baixo em relação ao valor de referência. Entre as águas da Coca-Cola Brasil, a com maior quantidade de sódio apresenta um valor corresponde a apenas 2,5% do valor máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para consumo diário, em uma garrafa de 500ml. Para ultrapassar esse valor, uma pessoa precisa beber mais de 40 garrafinhas em um só dia.

Eduardo ressalta que as variações de sódio e pH são naturais das fontes e que, no caso do sódio, a quantidade não só respeita os parâmetros determinados pela legislação do país, como representa no máximo 2,5% da quantidade diária que deve ser ingerida, considerando uma garrafa de 500ml: “Tanto o teor de sódio quanto o pH da água são características naturais e variam em função da fonte, devido a características ambientais. Não é permitido adicionar, retirar ou alterar qualquer característica da água mineral. As características são determinadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), por meio do laudo do Laboratório de Análises Minerais (LAMIM), que deve ser renovado a cada três anos, sendo que, nesse processo, algumas características da água podem mudar. Isso também acontece em função de alterações naturais da água”.

A água chega ao mercado do jeito que é retirada da fonte, como determinam as regras do DNPM. No caso da água gaseificada artificialmente, apenas o gás carbônico é adicionado nas fábricas. O departamento do Ministério de Minas e Energia analisa a água e a Coca-Cola Brasil elabora o rótulo, que ainda tem que ser aprovado pelo próprio DNPM. A legislação ainda determina que a quantidade de minerais deve ser especificada por litro, por isso os rótulos de uma água de uma mesma fonte são iguais — seja na embalagem de 300ml, 310ml, 500ml, 1,5 litro, 5 litros ou 10 litros.

Texto produzido por Ecoverde Conteúdo Jornalístico