O ano de 2017 começou cheio de novidades para os fãs de Coca-Cola: o design das embalagens se transformou e o sabor da versão zero açúcar do refrigerante foi renovado. Porém a mudança observada por consumidores Brasil afora – em supermercados, bares, restaurantes e geladeiras – não aconteceu num passe de mágica, como pode até parecer. Foi resultado do trabalho coordenado de diversas áreas da empresa e dos nove grupos fabricantes, responsáveis por engarrafar e distribuir os produtos para todas as regiões. Líder técnico do projeto na Coca-Cola Brasil, Pawel Keller, gerente sênior de Comercialização de Produtos, conta como as latinhas e garrafas antigas saíram de cena, cedendo lugar aos novos produtos.

“Em meados de 2016, a gente começou o alinhamento com toda a cadeia de suprimentos, articulando os fornecedores de insumos e nossas unidades fabris, balanceando os pedidos e os estoques, em função da demanda, para que essa migração das novas embalagens e produtos pudesse ocorrer no prazo estabelecido, e com o mínimo de desperdício”, explica Keller, engenheiro químico que começou sua história na Coca-Cola Brasil há 22 anos, ainda como estagiário, e passou por diversas funções nas áreas de Técnica e Logística e de Operações.

Hoje a atuação de Keller passa longe da dupla jaleco e laboratório, que costumamos associar à carreira de um engenheiro químico. Gestão é palavra chave no dia a dia desse profissional, que já atuou como líder técnico em outros projetos importantes da empresa, como o lançamento da Coca-Cola com stevia e 50% menos açúcares e dos sabores sazonais Cherry e Vanilla.

Um bom exemplo disso foi o desafio de ser líder técnico de um dos projetos mais relevantes dos último anos da Coca-Cola Brasil: a Estratégia de Marca Única, que integra, sob a icônica marca da Coca-Cola, as três versões do refrigerante. Fazem parte desse novo posicionamento o novo design das embalagens, um aumento de 50% na distribuição das três versões da bebida e a nova receita da Coca-Cola Zero, que passou a chamar-se Coca-Cola zero açúcar. Mas como todas essas novidades chegam ao consumidor?

“Depois de recebermos a finalização do design, começou o processo de aplicá-lo a todas as embalagens. Também foi necessário aprovar e alterar todas as informações das rotulagens. Isso envolve um trabalho de layout, feito em conjunto com várias áreas. Em seguida, começou a produção das embalagens e a migração das versões antigas para as novas. Tudo com muito controle para conseguirmos virar a chave no prazo previsto”, detalha Keller.

Com mais de 40 fábricas no Sistema Coca-Cola Brasil e diversas áreas envolvidas na Estratégia de Marca Única, a boa comunicação foi essencial para o sucesso. “O fundamental é todas as áreas estarem próximas para viabilizar essas soluções criativas que atendam aos anseios dos consumidores. É necessário calçar os sapatos das outras pessoas do projeto, tentar ter empatia e chegar a um consenso”, ressalta o gerente.

A nova receita da Coca-Cola zero açúcar também passou por Keller. “A gente prova uma série de protótipos até chegar a uma versão final, que foi a que escolhemos como a mais deliciosa para trazer ao Brasil e que foi adaptada ao paladar brasileiro”, lembra o engenheiro, com “orgulho e carinho” por estar sempre bem próximo aos produtos da Coca-Cola Brasil.

Uma relação de afeto natural para um profissional que chegou à empresa ainda muito jovem. “No dia anterior à entrevista de emprego, cortei os cabelos que eram longos e tirei os brincos”, relembra ele, mais de duas décadas depois, aproveitando para dar uma dica aos que aspiram trabalhar na empresa. “O grande conselho é que tenham atitude. Pode parecer um clichê, mas a chave é pensar em atitude de uma maneira mais ampla, com vontade de aprender e  proatividade para buscar soluções”, conclui.

Texto produzido por Ecoverde Conteúdo Jornalístico