Café Leão

Uma experiência multissensorial. É isso que o Café Leão pretende proporcionar aos consumidores, conta Renato Fukuhara, diretor de Marketing para Novas Categorias da Coca-Cola Brasil. Com grãos 100% arábica cultivados por pequenos e médios agricultores, torrados e embalados no Brasil, a bebida apresenta aroma e sabor diferenciados. “Trabalhamos intensamente para encontrar uma assinatura sensorial própria do Café Leão. Quem provar vai ter uma reação: ‘hummm, aqui tem alguma coisa boa e diferente’”, explica o executivo.

Fukuhara conta que os grãos de altíssima qualidade ainda são pouco conhecidos dos brasileiros. A ideia, então, foi buscar democratizar o acesso a esse café e levá-lo para mais casas do país. “Assim surgiu nosso conceito: exportado do Brasil para os brasileiros”, diz.

Por que a Coca-Cola Brasil decidiu entrar no segmento de cafés?

O Brasil é o país do café, tomar café está nas raízes, faz parte do cotidiano do brasileiro. Não fazer parte desse mundo de bebidas significaria a Coca-Cola Brasil deixar essa cultura de lado. Do ponto de vista corporativo, há ainda outro fator importante: a maior parte do consumo da bebida acontece dentro de casa, no café da manhã mesmo. Agora participaremos desse momento e, em breve, também entraremos estaremos com os laticínios em decorrência da aquisição da Verde Campo pelo Sistema Coca-Cola Brasil. São passos que mostram a atenção ao consumidor, às necessidades dele.

Qual é o diferencial competitivo do Café Leão?

À medida que fomos descobrindo o universo do café, encontramos grãos de altíssima qualidade no Brasil e pouquíssimo conhecidos pelo grande público. Nos perguntamos: será que conseguimos democratizar e levar para casas de mais brasileiros esse café de alta qualidade? Foi aí que surgiu o nosso conceito criativo da campanha: Café Leão, exportado do Brasil para os brasileiros. Nossa combinação de grãos hoje é uma representação dessa visão. São dois grãos de regiões renomadas para brasileiros descobrirem o melhor café da sua terra.

O Leão se enquadra numa categoria de cafés especiais, com grãos 100% arábica. Isso é uma tendência?

Em várias categorias de bebidas e alimentos há um movimento dos consumidores brasileiros de subir a escada da chamada gourmetização. Por exemplo, começam a consumir vinho, cerveja, azeite e outros ingredientes, passam a se interessar por aquilo, a ler sobre aquilo, a querer conhecer novos tipos desse produto. Isso também está acontecendo com o café.

O Café Leão será vendido em cafeterias ou em supermercados?

A entrada é pelos supermercados. E essa foi uma escolha: queremos que as pessoas preparem o café. Queremos que o consumo do Café Leão comece dentro de casa, privilegiando o lado artesanal do preparo da bebida. Moer, passar o próprio café... Todo esse ritual é uma parte linda do consumo da bebida. Queremos que as pessoas sintam o cheiro, vejam a fumacinha, toquem no copo quente, observem a cor, essa experiência a gente só tem dentro de casa. Em setembro, o Café Leão também será vendido por e-commerce, o que não muda esse conceito do preparo artesanal.

O Café Leão é uma mistura de grãos 100% arábica do cerrado mineiro e das montanhas do Espírito Santo, que vêm de uma rede de pequenos e médios cafeicultores. Por quê?

Vou contar a história do início. Quando decidimos produzir café, não conhecíamos a área e fomos aprender. Uma palavra que esteve em mente de todo o time ao longo de todo esse processo de desenvolvimento foi humildade. Todas as áreas envolvidas tiveram uma postura humilde. Estávamos entrando numa nova área. Então fomos falar com quem já estava fazendo isso. Fomos aprender. Um desses aprendizados foi que são os pequenos cafeicultores que produzem o grão superior de origem usado no Café Leão — um grão quase nenhum defeito, 100% arábica. E hoje são milhares de famílias de agricultores envolvidos neste processo, um apoio à agricultura familiar, o que é muito bom.

Como chegaram a esse sabor especial do Café Leão?

Quem provar o café vai ter uma reação: “hummm, aqui tem alguma coisa boa e diferente”. Trabalhamos intensamente nisso. Todo o processo de criação desse café diferenciado passa primeiro pela blendagem (mistura) de grãos arábica com baixo nível de defeito. Os grãos, ainda verdes, vão sendo misturados em diversas proporções e, depois disso, vão ser torrados. O Leão é produzido em dois tipos de torra: a média, com notas mais frutadas e doces; e a escura, que leva mais para o chocolate, com tons de caramelo. Desenvolvemos algo específico, cuja experiência final permite extrair ao máximo o sabor do café, não do tostado.

Ao saborear o Café Leão há menos necessidade de açúcar?

Quando você serve um café de alta qualidade, é naturalmente mais doce do aquele que costumamos tomar hoje. É possível reduzir o consumo de açúcar ou adoçante ou abrir mão dele. De novembro passado para cá eu fiz essa transição. Aos 44 anos, abandonei adoçante ou açúcar no café.

Com 115 anos, a marca Leão é identificada com a brasilidade. Foi essa a razão de a Coca-Cola Brasil associá-la também ao café?

A Leão existe desde 1901 e nasceu na base da agricultura brasileira, na cultura da erva-mate, seja para o chimarrão ou mate tostado. Assim como o café, o chá é uma infusão, está no mundo do multissensorial, daquele ritual de preparo. Por fim, a Leão é reconhecida como uma marca brasileira de tradição e qualidade, o que é muito importante no mercado de café. Depois de conversarmos com consumidores, percebemos como essa marca é relevante para o sucesso do nosso café.

Qual será a estratégia de divulgação do Café Leão?

O objetivo é fazer com que o maior número de pessoas tenha acesso a essa experiência de café diferenciado. Por meio de ações de degustação diferenciadas, vamos apresentar ao consumidor esse produto especial, vamos prepará-lo de uma forma caseira, fora de casa. Esses encontros podem ser feitos em supermercados ou fora deles, e os participantes poderão adquirir o produto. Vamos contar a história do 100% arábica, do ritual de preparo, para que entendam mais sobre o mundo do café. Também faremos esse trabalho no mundo digital, e os consumidores terão acesso ao produto pelo e-commerce a partir de setembro.

Reportagem produzida pela Ecoverde Conteúdo Jornalístico