Ao descobrir que estava grávida, esperando Francisco, seu primeiro filho, Luisa Uller lembra que contou a notícia à mãe quase no mesmo momento em que avisou a novidade à chefe, na Coca-Cola Brasil. À época, fim de 2015, ela estava prestes a mudar de cargo e de diretoria, e ficou receosa por saber que precisaria se afastar dali a um tempo — Luisa deu à luz o menino em julho do ano passado. “Eu trabalho numa área que, normalmente, é mais masculina — apesar de ser bem equilibrada na Coca-Cola — e era uma mulher grávida mudando de função. Mas a notícia foi superbem recebida, eu me senti muito segura e tranquila”, afirma a executiva de 32 anos, hoje gerente de Shopper Marketing Still, responsável por desenvolver estratégias comerciais de canais para produtos.

Antes de o bebê chegar, Luisa ainda tinha seis meses de trabalho como gerente de estratégias Premium & Special pela frente. E, para ela, os novos desafios exigidos foram essenciais para que ganhasse mais energia e vigor — ainda treinou um funcionário temporário durante um mês. “Fiz entregas importantes antes da licença”, destaca Luisa.

Com 38 semanas, a funcionária saiu para sua licença-maternidade de seis meses, um dos benefícios oferecidos pela Coca-Cola Brasil, com mais um de férias. Desde março de 2014, a empresa adotou a licença-maternidade de 180 dias conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) — a licença-maternidade mandatória no país é de 120. Já a licença-paternidade de 20 dias foi implementada na empresa no ano passado.

‘A licença-paternidade do meu marido foi valiosíssima já que o primeiro mês é muito pesado para os dois’ — Luisa Uller, gerente de Shopper Marketing Still na Coca-Cola Brasil

Por isso, Francisco, que nasceu de 41 semanas, ainda teve a companhia do marido de Luisa, Felipe Gusmão, que também trabalha na Coca-Cola Brasil, como gerente regional de Marketing. “A licença dele foi valiosíssima já que o primeiro mês é muito pesado para os dois”, lembra ela, ainda encantada com o temperamento do filho. “O Francisco é muito tranquilo. Em nenhum momento pensei em não voltar a trabalhar. Não me via só no papel de mãe”, diz Luisa, que vai festejar o Dia das Mães, no domingo, 14, com um almoço em família: “Vai ser meu primeiro com ele do lado de fora da barriga”.

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No fim de janeiro deste ano, Luisa estava de volta à labuta. Antes, porém, recebeu uma ligação da diretora de sua nova área avisando que seria efetivada. A promoção se juntou ao sossego da executiva, que – além de contar com auxílio-creche –, tem flexibilidade do horário de trabalho. “Trabalho em Botafogo, moro em Copacabana e a creche é no Jardim Botânico. Consigo buscá-lo todos os dias, vou todo mês às consultas com o médico. Com essa flexibilidade, consigo equilibrar bem a minha vida profissional com a pessoal e nunca senti que isso afeta a minha carreira”.

Essa maleabilidade também é considerada importante por Catarina Lopes. Grávida de sete meses de um menino que se chamará Eduardo, a gerente de marca da Coca-Cola, de 35 anos, não abre mão de suas aulas de hidroginástica nem das consultas médicas em horários que nem sempre coincidem com o do fim do horário de expediente. Às vezes, precisa sair de Botafogo, onde é a sede da empresa, para estar na Barra da Tijuca às 15h.

“Desde o momento em que você descobre que vai ser mãe, muda uma chave, não tem jeito. E ter segurança no local de trabalho traz toda a diferença”, aponta ela, que admite não saber expressar bem em palavras o sentimento de vivenciar seu primeiro Dia das Mães: “Com certeza vou passar com a minha mãe, que é quem me inspira e me faz querer ser um pouco do que ela foi pra mim... E esse ano a data já tem um gostinho diferente, estou sentindo uma emoção a mais, uma sensação gostosa de que essa experiência está chegando em breve para mim”.

A notícia da gravidez foi dada aos chefes no fim do ano passado, no período entre o Natal e o Ano Novo. A ansiedade era maior que a insegurança, relembra Catarina.

‘A segurança que a empresa dá, a nós, mães, é fundamental para o desenvolvimento da carreira da mulher’ — Catarina Lopes, gerente de marca

“O meu diretor dá muito valor à gravidez. Eu já tinha acompanhado os casos de duas grávidas e senti que elas foram tratadas com muito cuidado, tanto durante a gestação quanto na volta ao trabalho. Eu vou voltar com um ano e meio de função, e me sinto tão segura em sair de licença quanto em retornar. Me sinto confortável em saber que esse período fora não afetará possíveis decisões sobre o meu plano de carreira”, garante ela, lembrando que ainda terá direito ao plano de saúde e ao auxílio-creche, um benefício não mandatório oferecido pela Coca-Cola Brasil.

Catarina e Luisa sabem que, infelizmente, nem todas as mães têm acesso a todos esses benefícios em seus empregos, por isso fazem questão de ressaltar que o respeito à maternidade é essencial para o desenvolvimento profissional da mulher — e, é claro, para o crescimento da própria companhia.

“Eu vejo gente de outros lugares com medo de ter filhos por não saber como o chefe vai reagir ou com receio de colocar o emprego em risco. A segurança que a empresa dá, a nós, mães, é fundamental para o desenvolvimento da carreira da mulher”, afirma Catarina.

Texto produzido por Ecoverde Conteúdo Jornalístico