Determinadas, engajadas, multifacetadas, as mulheres encontram na The Coca-Cola Company um caminho aberto para o crescimento e a realização profissional. As ações da empresa para o empoderamento feminino – tão discutido, atualmente – encontram eco em histórias inspiradoras, como são as dessas quatro mulheres que você vai conhecer nos textos abaixo.

A preocupação com a diversidade e a igualdade entre os gêneros levou a companhia a criar programas como o Women in Leadership. “É voltado a mulheres em nível gerencial ou de diretoria. Trata-se de uma agenda completa em que as profissionais falam sobre negócios, mas também sobre equilíbrio entre a vida pessoal e a carreira, numa verdadeira rede de apoio mútuo”, conta Raissa Lumack, vice-presidente de Recursos Humanos da Coca-Cola Brasil. “E existe também o Achieving Your Best Self, programa voltado a mulheres nos primeiros níveis gerenciais, com um workshop de três dias cujo objetivo é ajudá-las a lidar com as pressões sociais, conciliar a vida pessoal e profissional, além de estabelecer networking. “Trazemos palestrantes de outras empresas, mulheres e homens, e novamente há aí uma rede de apoio”, explica Raissa.

A The Coca-Cola Company tem um Comitê Internacional de Mulheres, com braços em diversos países. No Brasil, foi criado em 2012, ano em que a empresa assinou o Pacto pelo Empoderamento Feminino da Organização das Nações Unidas (ONU). “Depois, criamos uma nova versão, chamada Liderança para o Futuro, com subgrupos pelos quais a gente fala sobre questões de gênero, de preconceito racial, de orientação sexual ou contra pessoas com deficiência”, enumera.

Estudiosa

Linda, magra, alta, Anamarina Abrantes, quando criança, chegou a fazer alguns trabalhos como modelo. Começou com sete anos e parou por volta dos 11, quando os desfiles e sessões de foto passaram a atrapalhar os estudos. “Meu pai conversou muito comigo”, conta. “Era uma coisa que eu gostava de fazer. Me divertia, mas tinha outros interesses”. Anamarina fez faculdade de engenharia de produção. No penúltimo ano, foi fazer intercâmbio no Canadá, com bolsa do governo federal. Morou um ano e quatro meses em Montreal, cursando uma parte da graduação e estudando inglês e francês. Formada no fim de 2015, ela, hoje, faz parte do grupo de trainees da Coca-Cola Brasil, após passar por um concorrido e rigoroso processo de seleção, que durou seis meses. “Primeiro, fizemos provas de conhecimentos gerais, português e lógica. Depois, tivemos que fazer um vídeo falando sobre a nossa vida, os maiores desafios, sobre como a gente se via daqui para a frente, só que em forma de ‘storytelling’, ou seja, transformando isso em uma história interessante e instigante. Resolvi fazer desenhos. Logo depois, tivemos que desenvolver um plano de negócios para um produto ou serviço novo da companhia. Decidi me aprofundar no mundo das bebidas com frutas e fiz todo o meu ‘business case’ em cima disso”, diz. “Eu me preparei bastante, apresentei o trabalho, e  foi muito bem avaliado. Fiquei muito feliz”, comemora Anamarina

A moça, como dá para perceber em poucos minutos de conversa, é determinada. Filha de um técnico em telecomunicações e de uma dona de casa, ela é estilosa até no nome. Foi batizada com a junção dos nomes das avós Ana (materna) e Marina (paterna). Ela soube da oportunidade de trabalho na Coca-Cola Brasil por uma instituição educacional que luta pela inclusão de negros no ensino superior e mercado de trabalho. Está há cinco meses na companhia, no departamento de Marketing, e ainda vai passar por outras três áreas, antes de encerrar o processo de trainee, que dura dois anos. “Estou me sentindo muito acolhida, minha equipe é maravilhosa”, agradece.

A atual turma de trainees, da qual Anamarina faz parte, tem dez integrantes – oito deles, mulheres. “Nos processos de que eu participei, em outras empresas, 80% dos candidatos eram homens. Outro fato interessante é que eu era sempre a única negra. Aqui, já não foi assim”, comenta.

Engajada

Marcia Panucci, gerente de Projetos da Qualidade, participa do comitê Liderança Para o Futuro há três meses. “Fiquei muito feliz com o convite”, diz Marcia. “Nós discutimos os temas e montamos uma agenda positiva ao longo do ano. O principal papel desse grupo é o de construir uma cultura da diversidade”. Ela é tecnóloga de alimentos, formada em química industrial e tem especialização em engenharia sanitária e ambiental e gestão empresarial. Aos 49 anos, tem uma filha de 17 anos e está de volta à Coca-Cola Brasil há oito anos, após um período atuando como consultora na área de saúde. Em sua primeira passagem pelo Sistema Coca-Cola Brasil, que durou oito anos, Marcia trabalhou como gerente de qualidade do Grupo Andina, um dos fabricantes.

Se já sentiu preconceito no trabalho por ser mulher? “Senti muito no início, na década de 1980. Não existia essa legislação amparando a mulher. Quando tinha 18 anos, trabalhei numa cervejaria. Minha chefe era mulher, mas era um ponto fora da curva. Eram todos homens e só nós duas do sexo feminino”, conta. “Hoje, está diferente. E consigo enxergar isso bem, porque tenho uma trajetória de 30 anos. Percebo a evolução. Olho para trás e vejo o quanto a gente já caminhou para chegar até aqui. Mas ainda falta... Existem alguns comportamentos machistas difíceis de serem ultrapassados”.

Múltipla

“Ainda temos um longo caminho a trilhar para ter igualdade no mundo corporativo”, diz Camilla Guimarães, gerente de Inteligência de Marketing da Coca-Cola Brasil. “Estou falando das empresas como um todo, mas não só delas. No meio acadêmico, amigas minhas também sentem as sutilezas do machismo no dia a dia... Quando você está em uma reunião com vários homens, é mais difícil ser ouvida. Você fala, um te interrompe”, exemplifica. Isso sem falar na dupla jornada. “É muito comum que seja sempre a mulher que leva o filho ao pediatra, que vai à reunião na escola. A profissional consegue se dedicar menos à carreira depois que tem filhos. Essa é uma grande dificuldade. A mulher tem que se sacrificar mais para alcançar as mesmas posições que o homem”, acredita.

É isso o que Camilla vê ao seu redor. No seu universo particular não é assim. Em casa, as tarefas são igualmente divididas com o marido, que é professor e faz doutorado em urbanismo. Os dois têm uma filha, de 9 meses. Camilla leva a pequena de manhã à creche. Márcio vai buscar no fim da tarde... “A gente divide tudo”, afirma. A gerente também participa de um coletivo de mães. “É fundamental que as mulheres se apoiem”, opina. O grupo, “Puérperas Empoderadas”, é formado por mães que, como ela, tiveram filho este ano. “Realizamos encontros, conversamos muito sobre essas questões, fazemos rodízio de roupas e objetos dos bebês. É um coletivo para a gente se apoiar mesmo”.

Determinada

Ela começou a trabalhar numa das lojas de um grande fabricante de sapatos como vendedora. Passou a caixa, foi promovida a subgerente e saiu de lá, após sete anos de trabalho, como gerente, cargo que ocupou por dois anos. Decidiu mudar de área e partiu em busca de novas oportunidades. “Saí deixando meu currículo em vários lugares”, conta Iana Silva Santos Fernandes. Entre eles, o Grupo Andina, fabricante do Sistema Coca-Cola Brasil, que fica no bairro de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Quando surgiu uma vaga de auxiliar de limpeza na fábrica, aceitou na hora. De lá para cá passaram-se quase três anos, período em que Iana já foi promovida três vezes. Saiu da limpeza para operar empilhadeira. Virou conferente de estoque e, hoje, é encarregada de conferência. Ela se divide entre o trabalho e a faculdade de logística, onde cursa o segundo período.

Baiana de Coqueiros, pequena vila perto de Mangue Seco, filha de um pescador e de uma dona de casa, Iana é a caçula de nove irmãos. Todos moram no Rio, para onde ela veio aos 14 anos de idade. Aos 31, está recém-casada, mas não pensa em ter filhos tão cedo. “Tenho que terminar a faculdade primeiro”, pensa. Profissionalmente, ela não tem dúvidas de que vai muito mais longe. “Eu corro atrás e sempre penso que tenho que dar o meu melhor. As oportunidades surgem para quem se esforça”.

Texto produzido por Ecoverde Conteúdo Jornalístico