As mudanças nas embalagens de Coca-Cola na América do Norte têm deixado os consumidores querendo mais um gole. O recente foco em latas e garrafas menores está gerando não apenas mais negócios, como está levando a marca de volta a suas origens.

“Quando éramos pequenos, a Coca-Cola tinha 236,5 ml, e nós a bebíamos e procurávamos aquele último gole, desejando que houvesse mais”, diz Sandy Douglas, presidente da Coca-Cola América do Norte. “Essa é uma boa experiência”.

Este ano, a procura por minilatas na América do Norte cresceu 6,6% em relação ao ano passado, um aumento em relação a tendências de crescimento semelhantes relatadas desde 2013. “A procura do consumidor por embalagens menores, exclusivas, é uma tendência inegável”, diz Sandy.

Embora as latas 354 ml e as garrafas de 2 litros e de 591 ml ainda representem uma grande parte das vendas de Coca-Cola na América do Norte, esses tamanhos de embalagem estão decaindo à medida que os consumidores se voltam para opções menores.



As vendas de minilatas também aumentam quando os consumidores optam por reduzir a ingestão de açúcar. Nos Estados Unidos, as vendas de minilatas de Coca-Cola tiveram um índice de aumento de dois dígitos desde que foram lançadas, em 2007.

Embora a The Coca-Cola Company tenha sido construída com base na ideia de uma porção “perfeita” de 192,2 ml, a pressão por tamanhos maiores começou em 1995, quando a companhia lançou sua primeira garrafa grande, depois de mais de 50 anos vendendo apenas garrafas de 192,2 ml de Coca-Cola. Nos anos subsequentes, o modelo financeiro de venda do concentrado da bebida para empresas engarrafadoras incentivou a companhia e suas parceiras engarrafadoras a focar no crescimento do volume.

Hoje, porém, o Sistema Coca-Cola América do Norte está invertendo esse modelo e realinhando seus negócios com o objetivo de tornar a experiência de beber uma Coca-Cola única e especial para os consumidores.

O resultado dessa mudança é que, apesar da queda nas vendas de embalagens maiores, o número de pontos de venda nos Estados Unidos está crescendo.

“O antigo foco de nossa companhia e da indústria era sobre o número de galões vendidos”, diz Douglas. “Essa não é uma boa abordagem para prever e atender às necessidades do consumidor em um mundo que está explodindo de opções. Embora essa tendência esteja apenas começando, é real e acreditamos que seu potencial é grande”.