Reconhecendo que as mudanças climáticas representam uma ameaça urgente e potencialmente irreversível para a sociedade e para o planeta, o Acordo de Paris foi um marco no consenso global sobre o tema. Aprovado pelos 195 países, durante a 21a Conferência das Partes (COP21), das Nações Unidas, o êxito da sua finalidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), dependerá da ampla cooperação de todos os países.

Para a The Coca-Cola Company, a COP21 representou uma oportunidade de reforçar seu compromisso com a proteção do clima e suas ações no cumprimento da meta de redução de 25% da pegada de carbono global, até o final de 2020, em comparação às emissões em 2010.

Na Coca-Cola Brasil, compactuamos desse mesmo propósito. Em 2016, atingimos 18% de redução, o que corresponde a uma diminuição de 36,2g de CO2e, por litro de bebida. As projeções indicam que, em 2020, teremos um impacto em emissões de CO2e (1) e 25% menor do que em 2010, alcançando o objetivo previsto. Estimamos que para cumprirmos a meta de redução global será preciso reduzir 49g de CO2e, por litro de bebida produzida.

Para calcular as emissões de GEE das unidades de negócio e da cadeia de valor, utilizamos o sistema global de avaliação dos processos da The Coca-Cola Company, que também permite o estabelecimento de metas regionais de redução. Em 2016, reduzimos em 2,7% a intensidade de emissões de GEE comparado a 2015, passando de 162,6g de CO2 e, por litro, para 158,2g, por litro. O resultado corresponde, principalmente, às ações desenvolvidas na parte de ingredientes.

(1)O termo CO2e significa equivalente de dióxido de carbono e trata-se de um padrão internacional que mede a quantidade de gases de efeito estufa (GEE), como o dióxido de carbono e o metano.

O cálculo da pegada de carbono inclui os seguintes tipos de emissões de GEE:

  • Aquisição de matéria-prima: produção e distribuição dos principais ingredientes e embalagens utilizados para a fabricação e o envase das bebidas; 
  • Produção e manufatura: consumo de eletricidade da rede elétrica e combustão estacionária; 
  • Distribuição: combustão de combustíveis em veículos; 
  • Mercado frio: consumo de eletricidade da rede elétrica e emissões fugitivas de gases refrigerantes utilizados em equipamentos de refrigeração (coolers, venders e dispensers). 
  • Gases incluídos nos cálculos: HFC-134A, R-407C, CH4, N2O, CO2 (2)
(2) Não são contabilizadas as emissões de CH4 e N2O decorrentes da combustão de combustíveis e da produção da eletricidade comprada

Veja as emissões da nossa cadeia de valor em "nossos impactos".

Cadeia de valor

A cadeia de valor representa uma parte importante do nosso processo produtivo. Monitorar e reduzir as emissões ao longo de todo esse ciclo é essencial para contribuirmos com a redução da pegada de carbono.

No cultivo da cana-de-açúcar, a principal contribuição vem da certificação Bonsucro, que estimula as usinas a aderirem práticas sustentáveis e, por consequência, reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE). São exemplos: alteração da matriz energética; quantidade de fertilizante e insumos químicos; extensão da queima da cana-de-açúcar; quantidades de quaisquer combustíveis suplementares adquiridos; energia para irrigação e distâncias de transporte.

Em 2016, 32,2% do volume de açúcar adquirido dos nossos fornecedores era certificado.

Já na parte de embalagens, uma de nossas estratégias é a redução do uso de matérias-primas na produção. De 2008 a 2016, conseguimos reduzir a gramatura das embalagens PET em 17%, em média (mais detalhes no capítulo "embalagens").

No sistema de distribuição de bebidas, incentivamos a política de renovação da frota de caminhões, visando à substituição por modelos com menores níveis de emissões.

A troca dos refrigeradores tradicionais por equipamentos HFC-free(3) é outra medida de redução das emissões de GEE. Nossos fabricantes estão gradualmente realizando essa substituição por equipamentos certificados pela The Coca-Cola Company e disponibilizados pelos fornecedores homologados pelo Comitê de Coolers da Associação dos Fabricantes Brasileiros de Coca-Cola (AFBCC ). No quadro abaixo, conheça o total reduzido de CO2, por litro de bebida, e as principais iniciativas de diminuição de emissões de GEE em cada atividade.

(3) O gás HFC tem potencial de contribuir para o aquecimento global cerca de dez mil vezes mais que o CO2

Tabela de redução de CO2

Gestão energética

Diretamente relacionada aos impactos das mudanças climáticas, a gestão do uso de energia também pode significar vantagem competitiva nos negócios. Buscar ações de eficiência energética são fundamentais, não só para a redução das emissões de GEE, mas também na economia de custos. O Programa Top 10 de energia tem justamente essa finalidade. De 2012 a 2016, obtivemos uma redução do consumo de energia de 22,1%.

Todos os fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil participam do programa, que prevê o cumprimento de uma série de práticas, definidas globalmente pela The Coca-Cola Company, de fácil implantação e de acordo com as especificidades de cada fábrica. Economizar custos, controlar o consumo e aumentar a eficiência energética dos processos são alguns dos objetivos. As ações incluem, por exemplo: detecção e reparos de vazamentos de ar comprimido e vapor; melhorias no isolamento de dutos; conscientização dos associados; e sistemas de gestão de energia.

Reduzimos nosso consumo de energia em 22,1% nos últimos quatro anos


Nossa meta é ter 100% das medidas implementadas por todos os fabricantes até 2020. Em 2016, nove fábricas já estavam cumprindo a totalidade das iniciativas do Top 10 e oito estavam com o percentual de 92% de implantação. A evolução do atingimento das medidas do programa é acompanhada por meio de relatórios que, a partir de 2017, passarão a ser trimestrais.

Em 2016, o consumo de energia do Sistema Coca-Cola Brasil foi de 3 bilhões de Mega Joules (MJ), queda de 8,4% em relação a 2015. Em comparação com o volume de produção em litros, apresentamos uma intensidade de 0,32 MJ/l, praticamente a mesma do ano anterior. São consideradas na medição da taxa de intensidade: combustíveis, eletricidade e cogeração.

Certificação LEED

Referência na promoção da sustentabilidade ambiental em edificações, a certificação LEED atesta o compromisso dos empreendimentos na utilização de recursos como água, energia e materiais, além de iniciativas de reciclagem e reutilização, qualidade dos ambientes, inovação e tecnologia. Concedida pela organização internacional United States Green Building Council (USGBC), a certificação tem três níveis: Prata, Ouro e Platina, alcançados conforme a pontuação obtida no cumprimento dos requisitos.

No Sistema Coca-Cola Brasil, temos nove empreendimentos com certificação LEED:

  • Fábrica da Leão Alimentos e Bebidas – Fazenda Rio Grande (PR) 
  • Edifício Sede da Coca-Cola – Rio de Janeiro (RJ) 
  • Laboratório da Suburbana – Rio de Janeiro (RJ) 
  • Fábrica da Femsa– Maringá (PR) 
  • Escritório da Femsa – Maringá (PR) 
  • Escritório da Vonpar – Porto Alegre (RS) 
  • Escritório da Recofarma – Manaus (AM) 
  • Fábrica de Concentrado da Recofarma – Manaus (AM) 
  • Centro de Distribuição da Andina – Rio de Janeiro (RJ)

Fábrica da Leão Alimentos e Bebidas, na Fazenda Rio Grande (PR)
Fábrica da Leão Alimentos e Bebidas, na Fazenda Rio Grande (PR)

Divulgação

Nossa meta é que as novas instalações das fábricas ou Centros de Distribuição sigam os princípios do LEED na concepção de seus projetos e construções.