Tão grande quanto a escala do nosso negócio, é a nossa responsabilidade de criar valor e fazer a diferença em cada uma das comunidades nas localidades nas quais operamos.

Ao olharmos para além dos muros das nossas fábricas, presentes em todas as regiões do Brasil, enxergamos uma imensa oportunidade de colaborar com o desenvolvimento do território onde estamos inseridos. Em 2016, as ações sociais realizadas pelos fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil cobriram 100% das regiões onde atuamos e impactaram 186 mil pessoas(*), sendo que os projetos da Plataforma Coletivo beneficiaram 44,6 mil. Do total de fabricantes, 100% realizaram projetos com o envolvimento das comunidades, 70% apresentaram programas de engajamentos e 20% desenvolveram ações de avaliação de impacto. Da geração de renda a capacitações, passando por programas de educação ambiental e inclusão social, várias foram as iniciativas desenvolvidas. Conheça no quadro abaixo, algumas delas:

(*)  O aumento no número de pessoas impactadas se deve ao maior escopo de coleta do indicador, que abrangeu o Sistema Coca-Cola Brasil, contemplando as iniciativas desenvolvidas diretamente pelos fabricantes nas comunidades ao redor de suas operações.

Iniciativas desenvolvidas

Alunos do Coletivo Jovem no Centro Comunitário de Capacitação Profissional Paulo da Portela, em Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro
Alunos do Coletivo Jovem no Centro Comunitário de Capacitação Profissional Paulo da Portela, em Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro

Divulgação

Geração Movimento

Escola Municipal Alfredo Germano Hardt, em Joinville (SC), que participou do Geração Movimento

Raul Régis / Maker Brands

Projeto Leões do Vôlei
Projeto Leões do Vôlei

Divulgação

Projeto Ação Global na Brasal, em Brasília
Projeto Ação Global na Brasal, em Brasília

Divulgação

Instituto Coca-Cola Brasil

No ano em que completa 18 anos, o Instituto Coca-Cola Brasil chega a maioridade com novos desafios e reestruturação de suas atividades. O ponto de partida para essas mudanças foi a realização, em 2016, de uma revisão estratégica que envolveu a participação de diversos stakeholders da instituição: público interno, fabricantes, lideranças comunitárias, formadores de opinião, membros de outros institutos e fundações, entre outros. A partir desse diagnóstico e com base no mapeamento do setor e da matriz de materialidade da Coca-Cola Brasil, identificou-se que a organização precisava ter mais especialização e foco em sua atuação. Assim, foram estabelecidos dois pilares de ação:

  • Empoderamento de jovens
  • Acesso à água potável

Para atuar em linha com essas diretrizes, em 2017, o instituto replanejou suas atividades. O Coletivo Jovem continua como principal projeto do pilar do empoderamento de jovens, incorporando também e remodelando as ações de outros quatro modelos anteriores do Coletivo: Varejo; Logística e Produção; Excelência em Eventos; e Empreendedorismo. O Coletivo Reciclagem e o Coletivo Floresta passaram a ser gerenciados pela área de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil. Já o Coletivo Artes e o Programa Geração Movimento estão em fase de transição e serão coordenados por outras organizações.

Coletivo Jovem

Em paralelo a revisão da estratégia institucional, o Coletivo Jovem também passou por transformações em sua metodologia e na sua identidade, tornando-se mais aberto à participação de outros parceiros. Os resultados não poderiam ser melhores. Desde a sua criação, o Coletivo Jovem apresentou, em 2016, o maior número de formados – foram mais de 9 mil jovens por ciclo –, alcançando o total anual de 36,2 mil participantes, um crescimento de 8% em relação a 2015.

Voltado para a faixa etária dos 16 aos 25 anos, o objetivo do programa é capacitar os jovens, visando, principalmente, empoderá-los por meio da valorização da autoestima e da geração de renda, preparando-os melhor para o mundo do trabalho. Para aprimorar sua metodologia, o projeto tem contado com o apoio de parceiros como o Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (FUMIN/BID) e a ONU Mulheres. Na sala de aula, por exemplo, são tratados também temas como igualdade de gênero e direitos humanos, a partir de conteúdos desenvolvidos em conjunto com a ONU Mulheres e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM).

Entre os participantes, 60% (21,8 mil) se declararam negros ou pardos, e mais de 58% (21,3 mil) eram mulheres, fortalecendo o compromisso da empresa com o empoderamento das mulheres e afrodescendentes.

Aula do Coletivo Jovem no Centro Comunitário de Capacitação Profissional Paulo da Portela, em Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro
Aula do Coletivo Jovem no Centro Comunitário de Capacitação Profissional Paulo da Portela, em Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro

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A relevância do projeto pode ser comprovada pelo retorno dos participantes: 93% dos jovens que concluíram os cursos afirmaram que o projeto foi muito importante para as suas vidas. Com 105 unidades em todo o Brasil, o Coletivo Jovem tem se mostrado uma tecnologia social altamente replicável e com potencial de desenvolvimento em larga escala. Organizações não-governamentais (ONGs) de todo o Brasil, selecionadas a partir de alguns critérios, como a atuação nas temáticas de juventude e empregabilidade, compõem a rede de parceiros do programa. As instituições escolhidas, além de receberem apoio financeiro, são acompanhadas ao longo de todo o ciclo, tendo seus educadores capacitados na metodologia.

Para auxiliar os jovens capacitados a se inserirem no mercado de trabalho, o Coletivo Jovem tem uma rede de parceiros de empregabilidade, formada por mais de 200 empresas. Os fabricantes Solar e Andina, que compõem o Sistema Coca-Cola Brasil, participam de forma ativa desse esforço: 100% dos jovens aprendizes contratados nas fábricas são oriundos do programa.

Durante a realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016, mais de mil jovens foram formados para trabalhar em serviços de hotelaria, lojas, restaurantes, entre outras atividades, e mais de 300 foram efetivados. Para medir o índice de empregabilidade do programa, é feita uma pesquisa amostral após seis meses do término de cada ciclo.

Água + acesso

Em 2017, a Coca-Cola Brasil e o Instituto Coca-Cola Brasil deram um passo adiante na construção de um programa e de uma aliança inédita, somando competências, investimentos e capilaridade para ampliar o impacto de algumas das principais organizações de acesso à água no País.

Um barco de ideias

Em sua 2a edição, o Coca-Cola Open Up – The Boat Challenge reuniu 15 startups em uma viagem de três dias, a bordo de um barco, pelo Rio Amazonas. Os participantes foram auxiliados por mentores especialistas nos mais diversos temas, representantes de instituições renomadas, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Organizações Globo, Fundação Getúlio Vargas, Ellen MacArthur Foundation, entre outros.

A dinâmica foi conduzida pela Artemisia, que atua no fomento de negócios de impacto social no Brasil. A iniciativa visa alavancar soluções para os desafios da região Norte, com foco em cinco áreas: agricultura sustentável, água, empreendedorismo, saúde, bem-estar e sociobiodiversidade.

O Coca-Cola Open Up – The Boat Challenge reuniu 15 startups em uma viagem de três dias, a bordo de um barco, pelo Rio Amazonas
O Coca-Cola Open Up – The Boat Challenge reuniu 15 startups em uma viagem de três dias, a bordo de um barco, pelo Rio Amazonas

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Durante o percurso, entre Parintins e Manaus, os jovens empreendedores foram estimulados a repensar os próprios modelos de negócios, a fim de buscar avanços e aprimorar aspectos fundamentais como produto ou serviço, impactos, clientes e equipe. Três projetos foram eleitos pelos empreendedores: Unidade de Beneficiamento de Produtos Florestais (UBPF), Minitrat e 100% Amazônia. Os vencedores ganharam a chance de participar do programa de aceleração e receber o acompanhamento da Artemisia.

Para a Coca-Cola Brasil, presente no Amazonas há 27 anos, o projeto reforça nosso compromisso com o desenvolvimento territorial na região.

Geração Movimento é premiado

O Instituto Coca Cola Brasil e a Fundação Roberto Marinho iniciaram, em 2015, uma parceria que deu origem ao Geração Movimento – um programa de formação de educadores para promoção de uma vida mais ativa. Em 2016, o projeto foi um dos três vencedores do Prêmio Mais Movimento, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, que selecionou os vencedores por criatividade, impacto, acesso universal e trabalho em rede, com potencial para ser replicado.

Venderlei de Souza

O professor Vanderlei de Souza participou do programa Geração Movimento na escola em que dá aula, em Joinville (SC)

Raul Régis / Maker Brands


Implementado em 2015 e 2016 em escolas municipais de Joinville (SC) e Sumaré (SP), o Geração Movimento impactou cerca de 20 mil alunos e capacitou mais de 400 educadores do primeiro segmento do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano). Orientados por roteiros, os educadores se reuniram em grupos de estudos e foram estimulados a refletirem sobre suas práticas. De forma criativa, o programa levou a cultura corporal ao dia a dia da comunidade escolar.