Como a agenda de sustentabilidade influencia a estratégia de negócio da Coca-Cola?

As empresas são parte essencial da sociedade. Geram empregos, além de produtos ou serviços necessários ao dia a dia das pessoas. Mas, para ter vida longa, devem gerar valor em tudo o que fazem. Não adianta apenas vender produtos de qualidade. Cada vez mais, as pessoas têm sede de saber o que está por trás do que consomem: conhecer o impacto e os benefícios para a comunidade. Dentro de casa, estamos reformulando nossos produtos, redefinindo nossa forma de fazer marketing, reduzindo o consumo de água e investindo em agricultura sustentável. Estamos escutando a sociedade para saber como fazer mais – como podemos multiplicar os benefícios e reduzir nossa pegada ambiental. Quando vislumbramos nosso futuro, não podemos deixar de considerar as tendências que influenciam o estilo de vida da população e aceleram impactos socioambientais. Temas como saúde, água e agricultura são fundamentais para a vida humana e para a longevidade do nosso negócio. Então, precisamos usar nossas fortalezas e competências para contribuir com a sociedade na promoção de causas relevantes como essas. Essa é a nossa visão de Valor Compartilhado.

Quais os principais avanços nesses últimos dois anos?

Temos orgulho das histórias que estamos construindo. Inovação é um sério compromisso para nós, por isso ouvimos a sociedade e reformulamos 42 produtos do nosso portfólio, com a redução de açúcar em 24 deles. Atingimos a neutralidade em água – o que significa que passamos a devolver à natureza toda a água que usamos em nosso processo fabril – sete anos antes do previsto. Em nossa cadeia produtiva, aumentamos o engajamento de fornecedores de açúcar no processo de certificação sustentável. No Amazonas estamos contribuindo para um avanço palpável no desenvolvimento da região, graças a união de comunidades, empresas, governos e organizações da sociedade civil. Pelas mãos do Instituto Coca- Cola Brasil, continuamos expandindo nossos programas de empoderamento de comunidades, atingindo cerca de 72 mil beneficiários em 2014 e 2015, especialmente jovens, mulheres e negros. Sabemos que a jornada é longa e que há muito pela frente para fazer a diferença na vida das pessoas, mas temos a convicção de que estamos no caminho certo.

Quais foram os aprendizados?

Temos um forte sentimento de que precisamos ir além de nossas obrigações. É, sim, nossa responsabilidade gerenciar os impactos do negócio e ter um portfólio de produtos que atenda aos anseios do consumidor. Mas, para gerar valor efetivo no mundo, precisamos fazer mais do que compensação. No tema de saúde, por exemplo, tivemos grandes aprendizados e percebemos que poderíamos melhorar a forma de abordar a questão. Nossa empresa foi acusada de desviar o debate para sugerir que a atividade física era a saída para a crise da obesidade, o que não condiz com nossas verdadeiras intenções. Sabemos que somos parte do problema, portanto, queremos colaborar na solução. Iniciamos, então, uma jornada para dialogar com a sociedade e entender o que se esperava de nós. Nos sentamos à mesa, de cabeça aberta, com quem desafiava nossos pontos de vista. O que ouvimos mudou nossa estratégia. Hoje, sabemos que precisamos encorajar o consumidor a fazer escolhas, oferecendo produtos com menos açúcar e embalagens menores. Precisamos também tomar mais ações em parceria com a sociedade para ajudar a combater a obesidade. Reconhecemos que devemos avançar ainda mais.

Quais são os próximos passos da jornada de sustentabilidade da Coca-Cola Brasil?

Estamos determinados a criar valor em todas as esferas: dentro das nossas fábricas, ao longo da cadeia produtiva e nas comunidades nas quais atuamos, indo além das metas compensatórias e de mitigação de impacto. Sabemos que compartilhar valor é fazer, de fato, a diferença na sociedade. Devemos trabalhar junto dos nossos fornecedores e criar parcerias com outras empresas e setores, além de comunidades. Precisamos gerar impactos positivos e adicionais para quem está ligado a nós. E, para isso, sempre seremos guiados pela transparência, pelo diálogo e pela inovação.

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