• A cadeia de frutas da Coca-Cola Brasil envolve 25 mil agricultores de pequeno e médio portes.
  • Nossos Princípios de Conduta para a Agricultura Sustentável estabelecem diretrizes de meio ambiente, direitos humanos, produção eficiente e comunidades.
  • Do total do volume de açúcar comprado, 45% têm certificação Bonsucro, que atesta o cumprimento de critérios socioambientais e promove maior eficiência operacional.

A agricultura é essencial para o nosso negócio e para a segurança alimentar da população. Cadeias produtivas, que envolvem o fortalecimento da agricultura familiar por meio de práticas ambientais adequadas, respondem não apenas aos desafios de sustentabilidade relacionados à nossa cadeia de fornecedores, mas são uma condição para o desenvolvimento do país.

Como a nossa cadeia produtiva pode gerar valor para a sociedade e para o meio ambiente?

Estamos focados em atuar em conjunto com os fornecedores de insumos agrícolas para garantir uma produção sustentável, aliando desenvolvimento social com conservação ambiental.

Nossa estratégia é baseada em três prioridades:

  • Utilizar 100% de açúcar certificado até 2020, por meio do engajamento dos fornecedores.
  • Fortalecer a agricultura familiar por meio da nossa cadeia de frutas e erva-mate.
  • Fortalecer as cadeias produtivas do Amazonas, contribuindo para o desenvolvimento do interior do estado, incentivando a economia da floresta em pé.

Fortalecer a cadeia de valor

A agricultura é um dos grandes desafios de sustentabilidade para as próximas gerações. O crescimento projetado da população traz consigo uma necessidade adicional de alimentos e produtos do campo. Em um cenário marcado por recursos escassos e volatilidade dos preços, as demandas por água, alimentos e energia estarão cada vez mais interligadas às capacidades produtivas de empresas, comunidades e agricultores.

Uma cadeia de suprimentos agrícolas sustentável é essencial para o bem-estar das comunidades e crítica para o sucesso de nosso negócio. Para nós, esse tema é uma prioridade. Implementamos os Princípios de Conduta para a Agricultura Sustentável (SAGP, na sigla em inglês), estabelecidos em 2011 pela The Coca-Cola Company, que tem como principais fundamentos a proteção do meio ambiente, a defesa dos direitos humanos, a produção eficiente e a contribuição para o desenvolvimento de comunidades sustentáveis.

Promover o crescimento do nosso negócio, compartilhando valor com a sociedade e respeitando o meio ambiente.

Visamos avaliar as vulnerabilidades e minimizar os riscos para o negócio investindo na qualidade e na segurança dos insumos agrícolas. Sabemos também que é essencial atender à demanda dos consumidores, por meio de produtos alinhados a um estilo de vida saudável e que sejam ambientalmente responsáveis. No cerne de todas essas questões, está nossa aspiração de sustentabilidade: promover o crescimento do nosso negócio, compartilhando valor com a sociedade e respeitando o meio ambiente.

Cadeia de açúcar

Para garantir que nossos fornecedores tenham uma atuação sustentável, incentivamos e estabelecemos metas para que busquem obter a certificação Bonsucro. Esta tem critérios ambientais e de direitos humanos e trabalhistas e promove maior eficiência operacional. O percentual do volume de açúcar comprado com certificação, em 2014 e 2015, foi de 12,8% e 45%, respectivamente. Dos 34 fornecedores, 12 possuíam a certificação em 2014. Já em 2015, dos 32 fornecedores, 13 eram certificados. Nossa meta é chegar a 100% até 2020. 

Estamos atuando para que aqueles que ainda não conseguiram a certificação estabeleçam planos de ação. As regiões Centro-Oeste e Nordeste, por concentrarem o maior número de pequenos e médios produtores, apresentam maior fragilidade na gestão dos impactos ambientais e sociais. Atentos a esses riscos, elaboramos uma estratégia diferenciada para auxiliar os produtores dessas áreas no processo de certificação.

Cadeia de frutas e chás

Nas diversas cadeias produtivas de fruticultura e erva-mate, temos boa possibilidade de impulsionar a sustentabilidade da agricultura, promovendo o desenvolvimento da produção rural de base familiar. Diversas iniciativas específicas para a agricultura familiar vêm sendo desenvolvidas e, em 2016, deveremos empreender uma revisão de nossa estratégia de atuação para essa frente.

Qualidade atestada: Toda a polpa produzida e fornecida para a Leão é 100% investigada e passa por análise microbiológica e físico-química, esta última para identificação da presença de agrotóxicos.

Dois grandes desafios que impactam nossos negócios nessa cadeia produtiva são a sazonalidade das frutas e a permanência do agricultor no campo. No primeiro, o impacto é de curto prazo, uma vez que o agricultor tem mais facilidade de migrar de uma cultura para outra, caso identifique que um determinado insumo agrícola poderá ter baixa rentabilidade. Já o segundo influencia a perenidade do negócio. Como garantir que esse produtor permanecerá no campo no futuro, num horizonte temporal de dez anos, por exemplo? Para lidarmos com essas questões, é primordial fortalecermos a agricultura familiar por meio de programas que permitam o desenvolvimento de outras culturas, assim como a promoção da sucessão familiar.

Cadeias produtivas do Amazonas

Além do apoio ao Programa Bolsa-Floresta, da Fundação Amazonas Sustentável, temos investido no desenvolvimento socioeconômico e na conservação da biodiversidade do Amazonas. Acreditamos que a mudança social ocorre com o estabelecimento de parcerias intersetoriais. Dois exemplos de fortalecimento das comunidades rurais amazonenses são as cadeias produtivas do açaí nativo (veja mais no case Extrativismo do Açaí) e do guaraná (veja mais no case Guaraná do Amazonas).

O açaí que compõe nossos produtos é a primeira iniciativa da Coca-Cola Brasil proveniente de extrativismo na região Amazônica. Todo o volume adquirido é oriundo de árvores nativas, evitando que haja desmatamento para o plantio com fins comerciais. Queremos reforçar que a Floresta Amazônica vale muito mais em pé do que derrubada.

Temos como fornecedores comunidades do território Médio Juruá, envolvendo áreas demarcadas como unidades de conservação no Amazonas. Para fortalecer a cadeia de açaí e as demais atividades produtivas das comunidades ribeirinhas, foi iniciado na região um processo coparticipativo de fortalecimento das instituições locais. Além disso, foram criados espaços de participação democrática da comunidade e de engajamento de múltiplos atores, que culminou com a formação do Fórum de Gestão Territorial Médio Juruá. No encontro, setor privado, governo, organizações não governamentais e sociedade civil trabalharam juntos em busca de soluções para os desafios locais, a fim de gerar impacto social positivo na região.

Extrativismo do açaí

Por meio do projeto Coletivo Floresta, orientamos as famílias para que saibam explorar os recursos da floresta de forma sustentável e mais organizada, garantindo renda e conservação ambiental com a floresta em pé. Mais de sete mil pessoas já foram impactadas. Raimundo Cunha de Lima é um desses exemplos. Ao conhecer o Coletivo Floresta, tornou-se um grande propagador de técnicas de manejo e agricultura sustentável. Ele conta que já conseguiu diminuir o êxodo dos jovens das comunidades para a cidade e vencer as tradições produtivas, que apresentavam baixa rentabilidade. “É um prazer trabalhar na floresta e perceber que as condições de vida das pessoas eram precárias e, hoje, com o fruto do meu trabalho, são diferentes. Minha maior motivação é o sorriso deles”, emociona-se.

O programa recebeu o prêmio SDSN-Amazônia, na categoria Gestão de Áreas Protegidas, durante o Amazon Solutions Day, realizado na COP-21, em Paris, em dezembro de 2015. A premiação identifica e reconhece as melhores soluções para questões socioambientais relacionadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia. A iniciativa é da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia – SDSN Amazônia e integra o projeto global da ONU.

Guaraná do Amazonas

Nosso guaraná é totalmente produzido no Amazonas e cerca de 50% do fornecimento para o processo produtivo provêm da agricultura familiar. Os pequenos agricultores estão localizados a leste de Manaus, compreendendo nove municípios.

Dois outros projetos também estão contribuindo para aumentar a produtividade e estimular o uso de boas práticas socioambientais. Em Urucará, uma parceria com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e a Cooperativa de Produtores de Guaraná Agrofrut qualificou mais de 50 famílias. As capacitações técnicas abordaram temas como práticas para obter melhor produtividade, utilização de equipamentos de segurança (EPI’s), controle de insetos por meio de preparados homeopáticos de formiga e técnicas orgânicas. Com 14 anos de existência, a Agrofrut é certificada como produtora orgânica pelo IBD e a única a exportar guaraná para a Europa. O presidente Antônio Carlos Fonseca, um dos fundadores, afirma que ter um parceiro e não apenas um cliente faz toda a diferença. “Essa parceria atende uma necessidade conjunta, a gente se compromete com a produção e tem o auxílio nas nossas necessidades do dia a dia”, argumenta.