• Por meio do programa Bolsa Floresta, apoiamos a conservação de 103 mil hectares de florestas.
  • Retornamos para o meio ambiente o equivalente a 100% de toda água utilizada nos processos produtivos.
  • Desde 2000, reduzimos em 28% a quantidade de água necessária para produzir 1 litro de bebida. Diminuímos de 2,54 l/l para 1,83 l/l.

Não há recurso mais precioso para a vida humana e para a saúde dos ecossistemas e economias globais do que a água. Cientes dos desafios globais e regionais que a sociedade e a indústria vêm enfrentando, assumimos o compromisso de realizar uma gestão eficiente dos recursos hídricos nos processos fabris e ao longo da cadeia produtiva.

Como garantimos uma gestão eficiente dos recursos hídricos em nossa cadeia produtiva e contribuímos para a oferta de água?

Nossa estratégia de água concentra-se em quatro pilares (4Rs):

  • Mitigar riscos por meio de avaliações de vulnerabilidades associadas às nossas fontes de água, estabelecendo Planos de Proteção de Fontes.
  • Reduzir continuamente a quantidade de água que usamos em nossos processos produtivos.
  • Reutilizar, de maneira segura, a água que usamos na fabricação de nossos produtos.
  • Repor no meio ambiente o mesmo volume de água utilizado na produção de nossas bebidas.

Nossa prioridade

Principal ingrediente dos nossos produtos e elemento essencial da cadeia de valor, a água é o DNA do nosso negócio. Temos o compromisso de realizar uma gestão eficiente dos recursos hídricos. Queremos também fazer parte da solução para os problemas de escassez e acesso às fontes potáveis. Acreditamos que, por meio de parcerias público-privadas, conseguiremos auxiliar na implementação de práticas que ampliem a disponibilidade de água para a sociedade.

Estresse hídrico no Brasil

Nos últimos dois anos, a região Sudeste passou por um intenso período de estiagem. Diante da escassez hídrica que atingiu, principalmente, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, criamos em 2015 comitês internos de gerenciamento de eventuais crises para acompanhar a situação. Compostos por representantes de diversas áreas da companhia e pelos fabricantes que atendem esses estados, os comitês tinham o objetivo de discutir os riscos, tanto para as comunidades quanto para a operação. Além disso, deveriam estabelecer planos de ação e mitigação de qualquer impacto mapeado.

Por causa desse cenário e da possível ocorrência de eventos climáticos extremos, percebemos a necessidade de reestruturação da estratégia de água da Coca-Cola Brasil. Em 2015, a partir de um grupo multifuncional formado por diversas áreas e fabricantes, estabelecemos como prioridade, três pilares de atuação:

  • Investimento em programas de reposição de água em bacias hidrográficas
  • Eficiência do uso da água nos processos produtivos
  • Pró-ativação de soluções hídricas junto à sociedade

Esses pilares complementam a nossa estratégia dos 4Rs, que tem como principal objetivo garantir a segurança hídrica para as comunidades e para o nosso negócio.

Neutralidade

Sete anos antes do previsto, alcançamos a meta de neutralidade em água, realizando a reposição no meio ambiente de 100% do total de água utilizado no processo produtivo. O cálculo de neutralidade é feito com base no total de litros utilizados no processo de fabricação das bebidas e na quantidade de litros gerados ou retidos na natureza por meio dos programas de restauração e conservação de bacias hidrográficas que apoiamos. Para mais informação sobre a metodologia, acesse o site da The Coca-Cola Company.

Entendendo a importância da Bacia Amazônica para o balanço hídrico do País, desde 2009 apoiamos o Programa Bolsa Floresta desenvolvido pela Fundação Amazonas Sustentável, no qual aportamos mais de 20 milhões de reais. Com 40 mil beneficiários em 15 comunidades ribeirinhas, o programa reduziu em 75% o desmatamento das áreas mapeadas, com a garantia de renda para os participantes. A manutenção da “floresta em pé” permite atualmente a geração e a retenção da água na Bacia Amazônica, em volume equivalente a 100% do total de água utilizada no processo produtivo.

Por meio do Programa Coalizão das Cidades pela Água, liderado pela The Nature Conservancy (TNC), serão desenvolvidas ações nos estados de São Paulo (bacias do PCJ e Alto Tietê), Minas Gerais (bacia do Rio das Velhas) e Espírito Santo (bacia do Rio Doce). Esses projetos permitirão que parte da água utilizada em nossos processos de produção nesses locais retorne ao meio ambiente.

Gestão da água

Nossa meta de alcançar o volume de 1,47 litro de água captada por litro de bebida produzida, até 2020, precisou ser revista, passando para 1,68. As razões para essa revisão estão relacionadas a mudanças no nosso portfólio de produtos e embalagens, como a maior participação de sucos e chás, que consomem mais água na sua linha de produção. Houve também o aumento da participação de mercado das embalagens de vidro e PET retornáveis, que, apesar de contribuirem positivamente para redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e geração de resíduos, apresentam consumo médio de água maior do que as linhas convencionais.

Cada grupo de fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil tem seu programa de gestão de recursos hídricos, que inclui uma série de ações que vão desde a avaliação de riscos até a identificação de oportunidades de melhoria e investimento em inovação. Um exemplo foi a modernização das linhas de produção para aproveitamento de água, com a reutilização do enxágue nas lavadoras de embalagens e o reuso dos descartes nas estações de tratamento de água (ETA).

Uso da água na cadeia de valor

Estima-se que 70% da água consumida no planeta seja utilizada na agricultura (Fonte: World Water Vision). Sendo esse um elo fundamental da nossa cadeia produtiva, sabemos que também somos responsáveis pela gestão desse recurso em nossos fornecedores. Por essa razão, buscamos estabelecer políticas, certificações e projetos que fomentem o uso eficiente da água.

Um exemplo é a certificação Bonsucro, aplicada nas usinas de cana-de-açúcar que fornecem para a Coca-Cola Brasil. Entre os benefícios observados desse processo está a responsabilidade hídrica. Essa certificação exige que os fornecedores adotem padrões ambientais e sociais alinhados com os da companhia. Atualmente temos 43% das usinas certificadas e, até 2020, a meta é atingir 100%. (Leia mais informação no capítulo de Agricultura Sustentável).

Acesso à água

Outro importante pilar da nossa estratégia de água é o acesso a esse recurso. Queremos garantir que todos tenham a possibilidade de consumir água potável. Para isso, estamos desenvolvendo projetos e iniciativas por intermédio de parcerias público-privadas. Um exemplo são as máquinas potabilizadoras disponibilizadas pela Femsa, em conjunto com a Fundação Femsa, em pequenas comunidades carentes do interior do estado de Minas Gerais.

O valor de manter a floresta em pé

De explorador de madeira a protetor da floresta, José Roberto Silva estima ter derrubado 23 mil árvores junto com sua equipe durante os três anos em que explorou madeira no meio da Amazônia. Hoje, passados oito anos, sua vida é outra. Depois de presidir a Associação das Comunidades Sustentáveis do Rio Negro por seis anos, abriu sua própria empresa de transporte e fala com orgulho das mudanças que viu acontecer no lugar onde nasceu e vive até hoje: a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Negro (RDS Rio Negro).

“Há oito anos, 80% das pessoas daqui faziam exploração de madeira ilegal. Hoje, se ainda houver, não passam de 10%”, conta Zé Roberto. “A gente não sabia que poderia fazer outra coisa, a madeira era o único caminho. A mudança aconteceu muito rápido porque o conhecimento, a orientação chegaram até aqui”, acrescenta.

O grande motor da transformação foi o Programa Bolsa Floresta, que tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das comunidades tradicionais que vivem em unidades de conservação a partir da valorização da floresta em pé. A política pública foi criada pelo Governo do Amazonas e começou a ser implementada em 2008 pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), que conta com mais de 100 parceiros, sendo um dos principais deles a Coca-Cola Brasil.

O programa está presente em mais de 570 comunidades, impactando positivamente a vida de 9.400 famílias, o que representa mais de 40 mil pessoas. Tudo isso acontece dentro de 16 unidades de conservação do Estado do Amazonas, e já tem como resultado a redução de 75% do desmatamento da região.