• O peso das garrafas PET diminuiu entre 4% e 27%, colaborando para a redução da demanda
    de matéria-prima derivada do petróleo.
  • A reutilização de embalagens RefPET possibilita que 70 milhões de garrafas novas deixem de ser produzidas, por ano.
  • Apoiamos mais de 300 cooperativas de catadores, o que corresponde a 30% do total existente no Brasil.

As embalagens representam uma parte essencial do nosso negócio. É por intermédio delas que nossos produtos chegam aos consumidores de forma segura e nos padrões de qualidade exigidos. É nosso compromisso desenvolver alternativas sustentáveis em todo o seu ciclo de vida, desde sua concepção até o descarte final.

Como minimizamos o nosso impacto desde a concepção até o descarte final das embalagens?

As embalagens são peças-chave do nosso negócio. Estamos empenhados em reduzir ao máximo seus impactos. Nossos principais focos de atuação são:

  • Reduzir ao máximo a quantidade de insumo necessário para produzir nossas embalagens.
  • Ampliar o uso de matéria-prima de fonte renovável e insumos reciclados.
  • Investir no desenvolvimento social de cooperativas de catadores no Brasil.


Gestão do ciclo de vida

Sabemos dos impactos ambientais que causam, desde sua concepção até o descarte final. É nosso compromisso promover a gestão sustentável ao longo do seu ciclo de vida, investindo e apoiando iniciativas voltadas para a economia circular.


Embalagens sustentáveis

Estamos comprometidos em inovar, buscando diferentes materiais e novos tipos de embalagens. Ao longo dos últimos anos, começamos a olhar fontes renováveis para produção de PET. Em 2010, introduzimos a PlantBottle™, material que, em sua fabricação, substitui parte dos derivados do petróleo pelo etanol da cana-de-açúcar. O resultado é um resíduo reciclável como o PET, mas com uma pegada de carbono 25% menor. Já em 2011 lançamos nossa primeira embalagem Bottle-to-Bottle, material 10% composto de PET reciclada, o que reduz a quantidade de resina virgem necessária para a produção.

Estamos empenhados também em reduzir ao máximo a quantidade de matéria-prima necessária para produzir nossas embalagens. Nos últimos anos, diminuímos o peso das garrafas PET entre 4% e 27%, dependendo do tamanho. Os vasilhames de vidro e de alumínio também tiveram seus pesos consideravelmente reduzidos. Nosso compromisso é continuar investindo em pesquisa e desenvolvimento para criarmos embalagens ainda mais leves.

Redução do peso das embalagens PET

  • PET 2l: de 52g para 41g (menos 21%)
  • PET 600ml: de 28g para 20,6g (menos 26%)
  • PET 250ml: de 26,6g para 15g (menos 27%)
Nota: Reduções apresentadas em alguns mercados do Brasil.

Nos últimos dois anos, estimamos que aproximadamente 2 bilhões de embalagens foram recuperadas pelas cooperativas que apoiamos, o que equivale a 12% das embalagens que colocamos no mercado. Em 2015, tivemos um aumento de quatro pontos percentuais quando comparado com 2014. Esses dados foram estimados com base em uma amostragem de cooperativas que fazem parte do programa Coletivo Reciclagem. Considerando que diversas embalagens são tratadas por essas cooperativas, usamos a participação de mercado da Coca-Cola Brasil para calcular o nosso percentual.

Reciclagem

A gestão dos resíduos sólidos no Brasil é um desafio ambiental e social. Centenas de toneladas de resíduos ainda são direcionados incorretamente todos os dias, gerando consequências ambientais graves. Além disso, é importante destacar que grande parte da coleta e triagem dos resíduos que voltam para a indústria é realizada por uma população em situação de alta vulnerabilidade social. Existem aproximadamente 1 milhão de catadores que trabalham individualmente e cerca de mil cooperativas de catadores, que em sua maioria, ainda estão em um estágio básico de desenvolvimento. Sem estrutura física e financeira para vender diretamente para a indústria, muitos recorrem à atuação de um intermediário, que absorve a maior parte do valor das transações.

Coletivo reciclagem

A reciclagem no Brasil carrega uma forte demanda social. Existem no país cerca de mil cooperativas de reciclagem, cabendo a essas organizações processar os resíduos gerados pela população e repassar para os recicladores. A grande maioria dessas cooperativas opera, muitas vezes, em condições insalubres e inseguras. Sabemos que, quando se trata da cadeia de reciclagem, precisamos olhar além do resíduo, enxergando as pessoas que estão no fim desse ciclo.

O programa Coletivo Reciclagem, gerenciado e operado pelo Instituto Coca-Cola Brasil é a forma da Coca-Cola Brasil investir neste elo da cadeia. Com a participação de aproximadamente 30% das cooperativas do país, contamos com o envolvimento de mais de 5.300 catadores, em 13 estados brasileiros.

O programa existe há mais de 10 anos, mas em 2014, foi reformulado, construiu-se uma tecnologia social com o objetivo de empoderar e profissionalizar cooperativas de catadores de material reciclável e incluí-las na cadeia formal, gerando mais eficiência, trabalho em rede, renda justa e ambiente digno aos catadores. A implementação desse novo modelo inclui etapas de diagnóstico, estabelecimento de metas e recompensas, elaboração de plano de ação e capacitações modulares. Isso permitiu um olhar individual e aumentou a relação de parceria e confiança entre o Instituto e as cooperativas. Como resultado, gerou maior produtividade, empoderamento e autoestima para as organizações e seus cooperados.

Tecnologia social para o meio urbano

Em 2015, o Coletivo Reciclagem foi vencedor na categoria Tecnologias Sociais para o Meio Urbano, na 8ª edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. O reconhecimento, por parte de uma entidade de importância nacional, trouxe mais credibilidade para o programa e permitiu a prospecção de novas parcerias. Para as cooperativas que integram o programa, a premiação agregou mais valor ao trabalho realizado, além de tornar a tecnologia social uma diretriz para empresas do setor que buscam referências na temática da reciclagem.

Vidas recicladas: do lixão para a cooperativa

Dona Sebastiana Alves chegou a Fortaleza aos 16 anos. Acompanhada dos pais e do marido, trazia nos braços a primeira filha, de um ano. Na época, o lixão era uma alternativa para os que chegavam à capital cearense. Para sustentar a filha e o marido, acamado por conta de uma tuberculose, Sebastiana foi à procura de materiais que podiam ser vendidos no lixão de Jangurussu. O tempo passou e o aterro foi desativado em 1998. Somente em 2006, a Associação dos Catadores do Jangurussu (Ascajan) foi criada para organizar os trabalhadores que ficaram sem o ganha-pão do lixão. De lá para cá, a associação se estruturou e ganhou reformas, por meio da parceria com o Instituto Coca-Cola Brasil.

Atualmente com 37 anos, dona Sebastiana está no seu quinto mandato consecutivo à frente da Ascajan. Seu objetivo é organizar e estruturar cada vez melhor a associação. “Queremos ser reconhecidos como agentes ambientais. É um privilégio ter um trabalho em que posso me sentir útil para o planeta. Sinto que o coletivo faz a força. Meus companheiros contribuem comigo e eu com eles”, completa.