O texto que circula na internet, além de improcedente, menciona a presença de substâncias “fenofinol ameido” e “voliteral”, que não existem. As mesmas não são citadas no mais completo livro técnico de referência para substâncias químicas, o Merck Index, o que indica que tais substâncias são fruto da imaginação de quem criou o boato.

O Instituto Fleury, citado no e-mail, repudiou publicamente o uso indevido de seu nome, assim como atestou jamais ter analisado a bebida. O Ministério da Agricultura, a quem cabe o registro e fiscalização de bebidas no Brasil, pronunciou-se a respeito do e-mail, tendo investigado o assunto e concluído que: o Hospital das Clínicas desconhece o assunto; as substâncias citadas não existem, o que também é confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo; o médico citado não foi identificado, apesar de inúmeras tentativas para encontrá-lo. Desta forma, o Ministério da Agricultura considerou as denúncias como infundadas e sem nenhum respaldo técnico.