É possível que o futebol tenha perdido um talento quando Yuri Ferreira de Souza decidiu, ainda na adolescência, trocar a carreira esportiva (era atacante do América) pela meta de fazer gols no campo corporativo. A virada foi motivada pela experiência transformadora no Coletivo Jovem, programa do Instituto Coca-Cola Brasil que empodera e capacita jovens moradores de comunidades para o mercado de trabalho.

“Alterei meus sonhos. Sempre pensei em coisas grandes, mas não tinha a escada, que encontrei no Coletivo”, recorda o jovem, hoje com 21 anos, sobre a mudança de rumo decidida aos 16, quando frequentava o Coletivo na Cidade de Deus, comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Com a fome de bola tão própria dos campos e munido do que aprendeu no programa, Yuri pavimentou seu caminho no atual emprego, no Brownie do Luiz, onde começou como auxiliar de cozinha e hoje está na gestão financeira da empresa.

Yuri Ferreira, ex-aluno do Coletivo Jovem
Por meio do programa de voluntariado Kolabora, Yuri teve como mentor o presidente da Coca-Cola Brasil, Henrique Braun

Suryan Cury

Mas ele joga também em outra posição, a de universitário. Está no quarto período do curso de Direito.  “Minha mãe sempre me cobrou para ser o melhor aluno”, relembra, agradecido. “No Coletivo, aprendi a pensar fora da caixa, para potencializar isso”.

Morador de Gardênia Azul, comunidade popular  da Zona Oeste do Rio, ele planeja se mudar, com Stefany, sua mulher, para um lugar com melhores opções de transporte e mais silêncio para estudar e planejar o futuro. “Está cedo para escolher um caminho”, reconhece. “De qualquer jeito, tenho conselheiros valiosos”. Entre eles está o presidente da Coca-Cola Brasil, Henrique Braun, mentor de Yuri por meio do programa de voluntariado Kolabora, também do Instituto Coca-Cola Brasil.

‘Alterei meus sonhos. Sempre pensei em coisas grandes, mas não tinha a escada, que encontrei no Coletivo’ – Yuri Ferreira

A mudança de bairro não afetará a ligação vitalícia com Gardênia Azul e Cidade de Deus, lugares da sua infância. “Tenho muitos amigos por lá e quero transmitir as lições do projeto. Passar adiante as ferramentas que me deram para a batalha do dia a dia”, resume. “Quando a gente tem dor de cabeça e melhora com remédio, tem de indicar a quem está com o mesmo problema, mesmo que seja um desconhecido”, receita.

O jogo nunca mais será o mesmo para o estudante, um dos mais de 219 mil jovens impactados, vindos de mais de 70 comunidades, pelo Coletivo. Sessenta mil deles foram encaminhados ao mercado de trabalho, em 14 estados e no Distrito Federal.

Texto produzido por #Colabora Marcas