Não é de hoje que a Coca-Cola Brasil colabora com projetos de reciclagem e investe em reúso e redesenho de embalagens, para que fiquem cada vez mais sustentáveis. A companhia, há mais de dez anos, apoia cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Já as embalagens retornáveis fazem parte do portfólio desde o início de sua operação no Brasil, em 1942. Hoje, nossas embalagens são 100% recicláveis. Mas estamos sempre pensando em como levar esses valores mais longe, como tornar o negócio cada dia mais sustentável.

GRÁFICO: nossas embalagens em números

Por isso, a The Coca-Cola Company anunciou, nesta sexta-feira, sua nova política de embalagens, com uma meta ambiciosa a ser alcançada até 2030: ajudar a recolher o equivalente a 100% das embalagens que vende.

O compromisso vale para todos os países onde a companhia global atua. Por aqui, a Coca-Cola Brasil vai chegar a 2020 já tendo investido, desde 2016, R$1,6 bilhão para garantir a entrega do compromisso Mundo Sem Resíduos. As ações acontecem em três frentes: design, coleta e parceria.

Mas o que isso significa, na prática? E por que essa meta é importante para a companhia e para o resto do mundo? É o próprio presidente da Coca-Cola Brasil, Henrique Braun, que esclarece as dúvidas.

Como vai funcionar o compromisso Mundo Sem Resíduos?

Esse projeto representa o nosso compromisso global de que vamos ajudar a coletar e reciclar uma embalagem para cada garrafa ou lata de bebida que vendermos. Ou seja, será reciclado o equivalente a 100% das embalagens vendidas pela companhia no mundo. Temos até 2030 para atingir essa meta. O que isso representa para o Brasil? Aqui, essa meta se relaciona diretamente à evolução natural dos planos que nós já vínhamos fazendo em coleta e reciclagem. Temos evoluído nesse tema de forma consistente, e é isso que nos dá uma base sólida para mudarmos de patamar e alcançarmos os novos objetivos globais. A companhia quer contribuir para a melhoria do cenário, em parceria com engarrafadores, ONGs, comunidades e consumidores. É imprescindível crescer de forma consciente. 

‘Temos evoluído nesse tema de forma consistente, e é isso que nos dá uma base sólida para mudarmos de patamar e alcançarmos os novos objetivos globais’ – Henrique Braun, presidente da Coca-Cola Brasil


Você acha essa meta ambiciosa para o Brasil?

Nosso desafio é tão grande como em outras partes do mundo. O bom é que a The Coca-Cola Company tem a possibilidade de olhar as boas práticas em diferentes mercados, já que atuamos em mais de 200 países que estão em diferentes níveis de coleta e reciclagem. Esses percentuais de desenvolvimento no tema variam também de acordo com o trabalho que é feito em conjunto com governos, sociedade civil, ONGs e outros setores. Hoje, na Coca-Cola Brasil, temos alguns números que já nos mostram que atingir a meta global de coleta e reciclagem é totalmente possível.

Você pode detalhar alguns desses números?

Sim, claro. Hoje, a Coca-Cola Brasil já garante a destinação correta para 51% das embalagens produzidas e trabalha para chegar a 66% até 2020. Em 2016, esse percentual era de 36%. Esse avanço se deu graças ao aumento de participação de embalagens retornáveis, uso de resina reciclada para a confecção de novas garrafas e apoio a mais de 200 cooperativas de reciclagem em todo o país. O objetivo é termos 100% das nossas embalagens destinadas corretamente em 2030. Além disso, atualmente,  mais de 60% da composição de novas latas de alumínio e de garrafas de vidro utilizadas pela empresa é proveniente de embalagens recicladas. E ainda cerca de 20% do portfólio é composto por embalagens retornáveis. Isso permite que você adie o fim da vida daquele recipiente, já que cada garrafa é reutilizada até 25 vezes, e não gera resíduos ao final de seu ciclo de uso. Tudo isso e muito mais tem sido feito ao longo de anos aqui na Coca-Cola Brasil, com o auxílio de parcerias e proatividade da indústria.

Quanto a Coca-Cola Brasil pretende investir nesse projeto?

Vamos chegar ao fim de cinco anos, entre 2016 e 2020, com investimento de R$1,6 bilhão para garantir a entrega desse objetivo, com ações em três frentes: design, coleta e parceria. Nos últimos dois anos, investimos R$ 400 milhões em infraestrutura, entre ampliação de linhas de retornáveis, equipamentos de fábrica, compra de vasilhames e engajamento do consumidor, e também em cooperativas de reciclagem. De hoje até 2020, pretendemos investir mais R$ 1,2 bilhão.

Mundo Sem Resíduos

O projeto já começa em este ano?

Certamente! Vamos dar continuidade aos projetos que já iniciamos e começar a trabalhar rumo a alguns objetivos que estabelecemos. Queremos mais que dobrar, em cinco anos, contando de 2016 até 2020, a participação de retornáveis no portfólio, chegando a 40%. Este será um ano de aceleração nessa trajetória e no total de coletas de embalagens recicláveis. Também firmamos recentemente um compromisso de expandir nossa atuação junto às cooperativas de reciclagem, trazendo para perto parceiros da indústria, com a intenção de colaborar para que essa atividade tenha uma eficiência maior. Esperamos acelerar ainda mais nessa direção.

A ideia é trabalhar inclusive em parceria com concorrentes, certo?

A reciclagem é um tema que envolve todos os parceiros da indústria, todos os setores da sociedade. Acreditamos que todos nós da indústria de bebidas temos esse papel. Estamos amplamente abertos a fazer parcerias, seja com concorrentes do mesmo setor industrial ou outros setores, para que no final a gente ganhe como planeta, como sociedade e como indústria.

Texto produzido por Colabora Marcas