Felipe Gasko vive e trabalha na Fazenda Malabar, em Itatiba, a cerca de 80 quilômetros da cidade de São Paulo. Mas, toda semana, o produtor rural vai até a capital, com sacolas cheias de hortaliças fresquinhas e sem agrotóxicos, para entregar a 50 clientes. A história de Felipe não é exceção. Cada vez mais consumidores investem numa ligação direta com o campo, mas sem abrir mão da comodidade urbana.


O produtor foi um dos 24 expositores que participaram do Festival Origem, este mês, no Memorial da América Latina, em São Paulo, promovido pelas revistas Época, Globo Rural e Casa e Jardim, com patrocínio da Coca-Cola Brasil. O evento contou também com palestras e oficinas com chefs para deixar o público bem informado sobre a importância de conhecer de onde vêm os alimentos, de saber como funciona a cadeia produtiva e, sobretudo, mostrar como a conexão entre o campo e a gastronomia pode ser sustentável.


Mas nem sempre é possível tirar a fruta do pé, não é mesmo?

Por isso é essencial entender como a indústria alimentícia está agindo quando é a ponte entre o produtor e o consumidor. Associar comodidade a um produto de qualidade, que se aproxime cada vez mais do estado natural da matéria-prima, é uma das metas.


“O nosso principal objetivo é buscar um produto no campo e garantir que toda cadeia produtiva mantenha a qualidade encontrada lá”, diz Maurício Ferraz, gerente de Desenvolvimento e Suprimento Agrícola da Leão/Coca-Cola, durante palestra no Origem. “A gente trabalha engajando o produtor. É ensinar a cadeia sobre as boas práticas e como garantir um produto final de qualidade”, destaca ele, que é especialista em fruticultura.

Como formar um consumidor mais consciente?

O papel do cidadão na busca por mais ingredientes de qualidade à disposição de todos também foi tema do festival. Para isso, educar e informar sobre a importância de estar atento a como foi produzido o seu alimento é fundamental.


Em sua palestra, Helio Mattar, diretor presidente do Instituto Akatu, deu um bom exemplo de como esse trabalho pode começar cedo: o Edukatu é a primeira rede de aprendizagem sobre os conceitos e práticas do consumo consciente e da sustentabilidade para alunos e professores do ensino fundamental de todo o Brasil. Trabalha diretamente com os diretores de escola, com os professores e, agora, também com as merendeiras. Um projeto valioso para que as crianças aprendam a comer alimentos nutritivos desde cedo. “Quando a gente joga comida no lixo, a gente joga, junto, o dinheiro da educação”, alerta Mattar.

Então, da próxima vez que ouvir a frase “você é o que você come”, vá adiante, pense no planeta e descubra também “de onde vem o que você come”.

Texto produzido por Ecoverde Conteúdo Jornalístico