A qualidade dos produtos da Verde Campo tornou a empresa referência em laticínios. Mas a entrada da empresa familiar — que teve suas bases fincadas na década de 1960, por Antônio Alberto de Carvalho, o Seu Totonho — no Sistema Coca-Cola Brasil possibilitou uma expansão comercial impensável há até pouco tempo no negócio. Nos últimos 12 meses, a empresa cresceu 30% e deve crescer mais com inauguração de uma expansão da fábrica de Lavras. A  capacidade mensal de processamento vai pular de 4 milhões de litros de leite para 9 milhões. “Sempre tivemos muito conhecimento, tecnologia, mas estávamos no nosso limite comercial. O Sistema Coca-Cola Brasil trouxe um novo ciclo de crescimento, com um número maior de clientes”, diz Alessandro Rios, primogênito do casamento de Seu Totonho com Durcila Amélia Rios de Carvalho, e atual presidente da Verde Campo.

Segundo o empresário, a Verde Campo já nasceu com o conceito de alimentação saudável. Lá, a tradição centenária de conhecer os fornecedores de leite pessoalmente convive bem com as novas tecnologias. “Sempre acompanhamos as demandas de nutricionistas”, diz ele. “Fomos os primeiros, ainda em 1999, a lançar o o queijo light, com redução de gorduras, e o primeiro iogurte diet. Também fizemos o primeiro queijo com 50% menos sódio, e o Natural Whey Shake, com enriquecimento proteico, que não existe em lugar algum do mundo”, enumera Rios, que, na Verde Campo, lançou ainda o cottage com sal do Himalaia — iguaria com redução de 50% sódio.

Carro-chefe da marca, a linha Lacfree foi a primeira sem lactose do Brasil. Também atrai o consumidor que busca o bem-estar o Whey Protein Natural, com todas as vantagens do Lacfree e um acréscimo de 14g de proteínas de alta absorção, auxiliando na recuperação do tecido muscular após atividades físicas. O produto, criado após a entrada da multinacional no negócio, não precisam de refrigeração e, graças ao eficiente sistema de distribuição, pode chegar a todas as regiões do país.

Leite de alta qualidade e processos mais eficientes

Todos esses produtos dependem de um importante ingrediente: a alta qualidade do leite. Para obter a melhor matéria-prima, a Verde Campo decidiu ir além da relação pessoal com os produtores. Desde 2007, optou por pagar mais por leite de melhor qualidade, de acordo com critérios estabelecidos que levam em consideração a presença de bactérias, a higiene no momento da ordenha e até os percentuais de gordura e proteína do leite. A empresa decidiu também investir na formação dos produtores, ensinando a eles as melhores práticas para nutrição, ordenha e prevenção de infecções, além de bem-estar animal e segurança do trabalhador.

No entanto, toda essa inovação, explica Rios, não é necessariamente mais cara. “Quebramos um paradigma ao mostrar que não tem que ser mais caro, mas é preciso transferir conhecimento, organizar o processo de trabalho. Ou seja, o esforço inicial é grande. Na etapa seguinte, no entanto, temos menos perda, mais eficiência dos processos, mais conhecimento. Então eu diria que não é mais caro, mas é mais trabalhoso”.

Inovação parece ser o mantra da Verde Campo, repetido pelo outro sócio da empresa: o engenheiro de alimentos Arlindo Curzi, de 45 anos, diretor operacional. “Nossos processos são desenvolvidos em função dos produtos. Fazemos leituras do mercado. Nossa equipe, além de ter muita capacitação técnica, respira inovação”, diz Curzi. “Temos vários projetos inovadores em desenvolvimento e vamos continuar sendo pioneiros em alimentos saudáveis no Brasil”, completa.

Texto produzido por Colabora Marcas