Flicts é uma cor que não consegue ser aceita em lugar nenhum: não se encaixa no arco-íris, nos estandartes, nas bandeiras, no céu, no mar… Não há lugar no mundo para Flicts. Ninguém quer ser seu amigo ou deixá-la participar das brincadeiras nem reconhecem seu valor. Essa cor (um tom de marrom mais amarelado) inventada por Ziraldo, que dá nome ao seu primeiro livro infantil, é peça essencial do logotipo que celebra os 20 anos do Instituto Coca-Cola Brasil.

Estampada entre as oito cores que fazem parte da marca, Flicts está ali pois representa perfeitamente a inclusão. “Esse é um dos meus livros favoritos e fala justamente sobre inclusão, que é o objetivo principal do Instituto Coca-Cola Brasil. Então achei que adicionar essa cor ao logotipo faria todo o sentido”, conta Daniela Redondo, diretora da organização cuja missão é promover transformações sociais, em larga escala, potencializadas por parceiros e por todo Sistema Coca-Cola Brasil.

Daniela Redondo é diretora do Instituto Coca-Cola Brasil
Daniela Redondo é diretora do Instituto Coca-Cola Brasil, organização cuja missão é promover transformações sociais, em larga escala

Felipe Fittipaldi

Ao longo desses 20 anos (dos quais Daniela participou da metade), o instituto trabalhou nas áreas de educação, reciclagem e, hoje, se concentra no desenvolvimento de comunidades de baixa renda, com foco em duas grandes frentes: empregabilidade de jovens e acesso a água. Ambos os temas serão prioridade absoluta, pelo menos, até 2025.

O trabalho em escala é parte da missão

Todo projeto desenvolvido ou apoiado pela organização precisa ter potencial de escala. O Coletivo Jovem, por exemplo, já é considerado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) um dos maiores programas de empregabilidade de jovens do país — desde 2009, mais de 219 mil jovens foram impactados, vindos de mais de 120 comunidades espalhadas pelo país. Sessenta mil deles foram encaminhados ao mercado de trabalho, em 14 estados e no Distrito Federal. E o Água+ Acesso impactou 77 mil pessoas em 200 comunidades de zonas rurais que não tinham acesso a água segura.

“Escala é o princípio fundamental da nossa missão. Faz parte do nosso modus operandi e de como a gente pensa”, explica Daniela, sem esconder as grandes ambições para os próximos anos. “Se promover transformações sociais é o que queremos, precisamos sempre pensar nas aplicações em larga escala. Queremos ser tão relevantes para o mundo social quanto a Coca-Cola é para o mundo dos negócios”.

Instituto Coca-Cola Brasil 20 anos

Quer conhecer os programas?

Coletivo Jovem tem o objetivo de inspirar e empoderar jovens de 16 a 25 anos, moradores de comunidades urbanas de baixa renda. Faz isso por meio da capacitação e valorização da autoestima dos participantes e, principalmente, ao conectá-los com oportunidades de geração de renda. Já o Água+ Acesso visa ampliar o acesso a água segura em comunidades rurais e de baixa renda por meio de modelos autossustentáveis de gestão comunitária da água.

Potência dos parceiros

Para transformar os projetos em realidade, o Instituto Coca-Cola Brasil conta com a potência de seus parceiros e do Sistema Coca-Cola Brasil, que envolve nove grupos fabricantes, a Leão e a Verde Campo. Na Aliança Água+ Acesso há 14 parceiros envolvidos; no Coletivo, são cerca de 70 ONGs parceiras e mais de 250 empresas que ajudam a empregar os jovens que passam pelo programa.

‘Escala é o princípio fundamental da nossa missão. Faz parte do nosso modus operandi e de como a gente pensa’ — Daniela Redondo, diretora do Instituto Coca-Cola Brasil

“Fazer impacto social conectado à cadeia de valor do negócio dá muito resultado, porque aproveitamos o conhecimento de nossos especialistas e as conexões com fornecedores e clientes”, observa a diretora, que enxerga a atividade do instituto como a de construir pontes. “Percebemos que utilizar as maiores fortalezas do Sistema Coca-Cola seria a melhor forma de contribuir. São elas: capilaridade; cadeia de valor; know-how; visibilidade e influência”, enumera Daniela.

O trabalho do instituto tem ainda um olhar transversal em todas suas iniciativas, com foco em mulheres e negros, populações mais vulneráveis dentro do atual contexto social brasileiro.

Contexto este que, segundo Daniela, o setor privado não pode ignorar. As empresas parecem cada vez mais conscientes de que seus negócios e a sociedade na qual estão inseridas são um universo só. “Desenvolvimento socioeconômico faz uma sociedade mais forte. E, em sociedades fortalecidas, os negócios prosperam. É papel das empresas construir pontes para que isso aconteça”.