Foi um início bem diferente. A nova turma de Jovens Aprendizes da Coca-Cola Brasil ingressou na companhia em setembro, em plena pandemia. Os encontros presenciais de boas-vindas deram lugar ao formato virtual, assim como o trabalho, que tem sido à distância, até a reabertura da sede da companhia, em Botafogo. Assim como no seu lançamento, em 2016, o programa mais uma vez é 100% formado por jovens negros.

“Ao fazer parte do nosso dia a dia, esses jovens nos ensinam a conhecer suas realidades, nos ajudando a ter cada vez mais consistência na agenda de equidade racial. Para avançar e combater o racismo no ambiente corporativo, precisamos estar conscientes e compreender mais sobre isso; e o Programa de Jovens Aprendizes nos impulsiona nesse sentido”, afirma a vice-presidente de Recursos Humanos, Simone Grossmann.

Todos 15 jovens selecionados são ex-participantes do Coletivo Jovem, programa de empregabilidade do Instituto Coca-Cola Brasil que já levou capacitação, valorização da autoestima e conexão com oportunidades de geração de renda a mais de 248 mil jovens de diversos estados em dez anos de atuação.

“Somos jovens de lugares diferentes do Rio de Janeiro, com histórias e visões de mundo diferentes, mas com muitos pontos em comum. É muito bacana ver a companhia dar essa oportunidade a jovens, como eu, com foco em inclusão e diversidade. Sentimos que estamos representados ali dentro e sabemos que não estamos sozinhos”, afirma a jovem aprendiz Ana Carolina do Nascimento, de 19 anos.

‘É muito bacana ver a companhia dar essa oportunidade a jovens, como eu, com foco em inclusão e diversidade. Sentimos que estamos representados ali dentro e sabemos que não estamos sozinhos” — Ana Carolina do Nascimento, 19 anos

Não mesmo. Já na última etapa da seleção, os jovens contaram com o apoio de mentores do RH e do Instituto Coca-Cola Brasil que buscaram auxiliá-los, preparando-os para a entrevista com os gestores e para a vida corporativa.

“O processo seletivo foi bastante desafiador para mim, mas me fez superar meus limites. E isso graças ao suporte do RH e da Luana Tomaz, que foi minha mentora e me ajudou a melhorar o meu discurso e a ir mais pronto e focado para última etapa”, conta Lucas Rodrigues, de 22 anos.

Após serem aprovados, os jovens também participaram de uma sessão de terapia em grupo com a psicóloga Cintia Aleixo para discutir temas como senso de pertencimento e racismo. O grupo de afinidade racial também participou das boas-vindas, com uma sessão de acolhimento.

“Criamos uma rede de apoio, com uma recepção estruturada, para os jovens, pensando em como eles poderiam ter todo o suporte necessário ao longo dessa jornada na Coca-Cola Brasil. Além disso, os seus gestores passaram por treinamentos com o RH e por sessões de sensibilização”, explica Thiago Jacques, responsável pelo Programa de Jovens Talentos.

“Está sendo muito bacana fazer parte da família Coca-Cola Brasil porque tem toda uma rede, um suporte por trás. Quero agora contribuir para o desenvolvimento da empresa assim como eu espero me desenvolver lá dentro”, completa Ana Carolina.

Essa também é a expectativa de Jessica Assunção de Souza, de 20 anos. Vinda do Coletivo de Parada Angélica, ela lembra da reação que teve ao saber da notícia da aprovação:

“Chorei muito. Um choro de alívio e felicidade por ter conseguido minha primeira oportunidade na empresa que eu sempre sonhei em trabalhar. Não foi fácil. As primeiras etapas da seleção foram presenciais, mas aí veio a pandemia e tudo ficou online. Meu celular não suportava os aplicativos necessários para participar das provas. Eu, então, passei a ir para a casa da minha amiga Jéssica, que trabalha na Andina (uma das fabricantes de Coca-Cola) e me emprestava o celular dela.”

Problema que agora já está superado. Por conta da necessidade de trabalho remoto, todos os jovens receberam computador, câmera, modem e filtro de linha. E entre os “recebidos” deste ano, uma novidade: além de artigos de escritório, como caderninho, caneta, nécessaire, copo e fone de ouvido, os jovens receberam um “kit covid”, com itens como máscara e porta álcool em gel.

Para contribuir com a formação desses jovens, a Coca-Cola Brasil também está proporcionando a todos um ano de curso de inglês, aulas de Excel e storytelling, cursos do Linkedin Learning, além de workshop e atendimento individualizado de educação financeira.

“Os cursos de inglês e de Excel são fundamentais para que a gente possa conseguir qualquer colocação no mercado de trabalho. É um ganho para o futuro também, uma oportunidade que eu quero aproveitar bastante”, afirma Luiza Martins Feitosa, de 19 anos.

Texto produzido por Colabora Marcas