Já ouviu falar na expressão transformação digital? Quem se interessa por marketing e gestão e acompanha o mundo corporativo pode já ter cruzado com os termos em artigos, workshops ou até no próprio dia a dia de trabalho. Mas esse conceito não é exatamente o que parece ser à primeira vista. Apesar de conter a palavra digital, essa ideia não tem necessariamente a ver com inteligência artificial ou robôs — pode até incluir essas ferramentas sim, mas isso não é essencial. Para empresas do mundo todo, transformação digital significa conferir mais agilidade ao trabalho, com foco sempre no que o consumidor procura.

Leia a entrevista com Adriana Knackfuss, vice-presidente de Transformação Digital

Ficou muito abstrato? A gente explica o contexto

Com a evolução da tecnologia, a vida das pessoas têm mudado num ritmo cada vez mais acelerado. A todo tempo surgem novas soluções — nuvens para abrigar dados, transações bancárias via celular, sistemas de segurança eficientes, um sem número de redes sociais e a própria evolução da medicina —, mas também novos desafios. Como dar conta de tantas funções sem deixar o bem-estar de lado? Como se manter próximo de quem se ama?

As empresas não podem ficar paradas em meio a este cenário de mudanças. Os negócios também precisam evoluir para que continuem atendendo às demandas de quem está em constante movimento. É aí que entra a transformação digital: um conjunto de mudanças na estrutura das organizações para que possam pensar novo produtos e melhores experiências para o consumidor de maneira ágil.

“Na verdade a transformação digital só existe porque a gente quer atender melhor o consumidor. Ele é o centro dessa intenção, dessa nova agenda. Queremos nos preparar como organização para atender cada vez melhor”, explica Adriana Knackfuss, vice-presidente de Transformação Digital da Coca-Cola Brasil.

Por que então o termo ‘digital’?

A tecnologia pode e deve auxiliar as companhias a responderem os anseios de seus clientes com agilidade. Mas o significado do termo “digital” aqui é mais amplo e profundo. Uma empresa digital é dinâmica e flexível e, por isso, tem a capacidade de acompanhar as mudanças da sociedade.

Mais do que uma salada de termos complexos, como “big data”, “internet das coisas” ou “inteligência artificial”, a transformação digital pede a reestruturação dos processos de uma companhia e a criação de uma nova cultura de trabalho — agora, digital, ou seja: voltada para dar um dinamismo maior ao trabalho. Entre as preocupações dessa disciplina estão: a melhoria da experiência do cliente; criação de novos produtos e novas formas de comercializá-los; deixar a operação do negócio mais afinada possível; e ajudar a traçar estratégias e projetos.

Não se trata apenas de fazer marketing no mundo digital, mas de integrar-se completamente à atualidade.

Texto produzido por Ecoverde Conteúdo Jornalístico